Arena para Armas de Curta Distância

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Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Big boss em Dom Maio 17, 2015 4:25 pm

Relembrando a primeira mensagem :


Arena para Armas de Curta Distância


Tal arena é especializada para o treino com armas de curta distância, ou seja, que serão melhores eficazes quando estão próximas do oponente. Há bonecos de palha distribuídos por todo arena, além de autômatos que servirão para um combate real. Mais aos fundos, há uma área branca criada pelos filhos de Hefesto que simulam através de uma maquina, um cenário cujo o semideus precisa ultrapassar uma série de desafios, passando uma impressão de realidade através de seus movimentos. Lembrando que monstros não são permitidos, mesmo nas simulações.
I. Post's com menos de dez linhas serão desconsiderados.
II. Cuidado com a gramática, pois está valerá boa parte de seus pontos.
III. O máximo de xp's conquistados nessa área é de 200.
IV. É permitido apenas um post em cada uma das arenas por dia.

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Christopher S. Cromwell em Qui Jun 11, 2015 11:26 pm


Christopher S. Cromwell
Treinamento de Espadas

Não era fácil viver naquele meio, mas eu estava dando meu jeito... por enquanto. O chalé em que estava era bem vazio até, dois irmãos apenas. Nunca parei para conversar com ambos, só respondia se algum deles me cumprimentava. Me incomodava, claro, não era pra sermos próximos ou algo assim? Na verdade, não ligava tanto assim. Se quisessem se aproximar, ótimo, se não, sem problemas. Teria que lutar de qualquer jeito pela sobrevivência, e era só isso que eu pensava.

Era fim de tarde, o dia finalmente estava acabando. O tempo estava bem quente, quem sabe a temperatura abaixaria quando a lua surgisse no céu. Mas para mim, infelizmente, as atividades não tinham acabado. O instrutor responsável pelo meu grupo, Ferdinand, decidiu que teríamos um pequeno treino de espadas. A princípio treinaríamos com os bonecos de palha e depois um breve treino em duplas. Me dirigi até um dos baús abertos com espadas e peguei uma espada curta. Encostei o dedo na lâmina e arrastei levemente para sentir o fio, não era bem afiado. Não sabia se comemorava ou me frustrava. Não que eu quisesse machucar alguém, mas quando teria uma ação de verdade? O Acampamento tinha um ótimo tratamento médico, alguns cortes não seriam grandes problemas. Senti o peso da arma enquanto me dirigia para um dos bonecos dando alguns golpes no ar, tomando cuidado para não atingir alguém.

Assim que cheguei, assumi a postura sugerida por Ferdinand. Flexionei levemente os joelhos e firmei os pés, minha mão direita estava a minha frente, segurando com firmeza a espada. Ele demonstrou os golpes que deveríamos desferir no boneco. Da diagonal direita para a esquerda, diagonal esquerda para direita e de novo, agora de baixo para cima. Assim que ele deu o sinal, todos começaram inclusive eu. No começo parecia meio desengonçado, o golpe não saía com tanta força e destreza. Frustração era o meu sentimento naquele momento. — Pare — Ferdinand disse com calma, enquanto se aproximava de mim. — Sua postura não está ... perfeita — Então ele chutou meus pés, os colocando no lugar, e ajeitou minha cintura para um melhor apoio. — Melhor. Agora vá, dê o golpe. — Desferi alguns golpes e realmente agora estava melhor, podia colocar mais força com o corpo servindo como base. Ele acenou a cabeça positivamente com um sorriso e fez um aceno para que eu continuasse. Fiz e refiz a mesma coisa dezenas de vezes até que parecesse muito mais fluído. Eu até podia não concordar com aquele método de aprendizagem, mas tinha assumir que fazia efeito.

Passaram alguns minutos e então ele chamou atenção do grupo, era hora do treino em dupla. Coloquei minha mão livre em cima do meu ombro direito enquanto o girava, aquela sessão de repetições do mesmo movimento provocou uma dor suportável, mas que me incomodava. — Guardem suas espadas e peguem as verdadeiras naqueles baús. Andem! — Parei por uns segundos. Talvez agora era a hora da briga? Me apressei para pegar uma das espadas e senti seu fio. Não era uma das mais afiada, mas definitivamente podia machucar alguém. Apesar da minha face inexpressiva, por dentro eu estava bem animado. Vamos ver se consigo mandar um deles pra enfermaria, pensei. Logo as duplas foram se formando e sobrou um menino além de mim. Obviamente, era minha dupla. Me coloquei dentro de um espaço demarcado e ele fez o mesmo, estávamos frente a frente. Ele parecia assustado, só não sabia se era comigo - que era alguns centímetros maior que ele - ou com o treinamento. Sorri internamente, mas toda essa animação logo foi cortada pela fala de Ferdinand — Vocês não podem se machucar, escutaram? Quem derramar o sangue do seu parceiro... — ele fez uma breve pausa, enquanto caminhava em nosso meio — Irá ficar aqui e me ajudar a arrumar a bagunça que todos fizeram. Um vai atacar, o outro vai defender. Deem o seu melhor. Entendido ? — Todos ficaram em silêncio. Eu pensava em como não machucar meu parceiro, que parecia tremer de medo. — Ótimo, comecem.

— Eu começo com a defesa, ok? Pode atacar. — Disse para o menino, enquanto me preparava para defender seus golpes. Ele começou e eu defendi seus ataques com certa facilidade, eram bem lentos e fracos. O barulho que fazia me incomodava um pouco, mas não deixei isso me atrapalhar. Bocejei alto, talvez ele percebesse a minha frustração com aquele treino. Quem sabe tive sucesso, agora os golpes do menino estavam mais ágeis e fortes. Deu um breve sorriso, agora sim estava ficando divertido e eu gostava. Mas ainda assim, consegui defendê-los e, depois de um tempo, eles ficaram previsíveis. O instrutor sinalizou e era a hora de trocar, agora eu atacaria e o outro menino defenderia. Ele deu um minuto para que nos preparássemos, eu já estava suando. Minha roupa estava começando a umedecer com meu suor. Então Ferdinand sinalizou de novo para começarmos. Meu adversário parecia ainda bem assustado apesar o avanço que teve.
Comecei com movimentos lentos e fracos, não queria ficar guardando espadas o resto da noite enquanto poderia estar deitado por causa de uma defesa falha de um menino assustado. Acelerei meu ritmo assim que percebi que ele tinha pegado o jeito. Segui um padrão: direita, direita, esquerda, esquerda e então recomeçava. Mas, desejando desafiar o menino na minha frente, comecei a trocar esse padrão. Quando era direita, golpeei pela esquerda ou rapidamente trocava de direita para esquerda. Era até divertido ver ele se atrapalhando, mas não o atingi nenhuma das vezes. Depois de um tempo, o barulho que as espadas faziam já não me incomodavam mais. Trocamos várias vezes até que já podíamos variar nos golpes sem preocupação. Passaram-se muitos minutos, talvez 30, não tinha contado. Era hora de parar, finalmente. Olhei em volta e alguns dos campistas estavam feridos, a maioria dos ferimentos estavam nos braços e mãos. Uma pena, esses vão ter que ficar aqui. Dei um sorriso irônico enquanto largava a espada no chão propositalmente. Pude relaxar meu braço direito que doía enquanto limpava o suor que escorria da minha testa com as costas da mão esquerda.

Respirava ofegante enquanto o instrutor dizia algumas palavras que não ouvi, acho que ele estava nos inspirando ou dando uma bronca nas duplas que falharam na simples tarefa de se machucar, não me interessava. Fomos dispensados, enquanto os que iam pagar a consequência ficaram no lugar. Alguns pararam no caminho de seus chalés, conversando e rindo, mas não eu. Não tinha lugar para mim ali. Segui diretamente para meus aposentos e, certificando-me que não tinha ninguém, retirei minha camiseta suada. O lugar estava fresco, me agradava estar ali. Não me atrevi a sentar na minha cama, por mais que quisesse, assim eu cederia a vontade de dormir que era maior do que tomar um banho. Dei um breve sorriso, estava começando a acostumar com aquela vida apesar da gritante vontade de ter minha vida normal e entediante de volta. Peguei uma muda de roupa e fui até o chuveiro. A temperatura fria da água não me incomodava, era até relaxante depois de um dia todo embaixo de sol. Assim que terminei o banho e vesti minha roupas pude me deitar. Ouvi vozes do lado de fora, um grupo de meninas comentando algo e rindo. Será que terei amizades aqui?, pensei. Ignorei aquele pensamento e me levantei assim que lembrei que ainda precisava jantar. Meu corpo doía e minha vontade era de ficar e dormir, mas tinha consciência dos prejuízos de pular uma refeição. Ajeitei minhas roupas amassadas e fui até o Refeitório comer o que estavam servindo.




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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Ex-staff563 em Sex Jun 12, 2015 3:16 pm

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Naomi Hörn Ludwing em Seg Jun 15, 2015 2:33 am


❝ my war is just beginning ❞
Quando cheguei a arena o instrutor já havia formado duplas para lutas com espadas, e graças ao meu atraso eu não me juntaria a eles. — Está atrasada. —  Fiz uma careta, confirmando o obvio mas não vi a necessidade de tentar me explicar nem nada. — Então, o que eu faço? Treino com o instrutor? —  Disse sorrindo, eu não sabia qual era o estado de espírito dele nunca, mas sabia que não custava nada tentar. Eu não queria lutar em duplas com nenhum campista depois do triste incidente com o tal Alexander. — Vá treinar sua mira, quero ver você com as adagas. —  Achei um pouco injusto, só porque eu me atrasei faria algo muito diferente do restante dos campistas, mas talvez treinar combate direto com o instrutor super habilidoso fosse tão injusto quanto. Então aceitei e segui até a beirada da arena, longe o suficiente para não correr o risco de acertar ninguém quando lançasse as adagas.

Esperei de braços cruzados enquanto ele posicionava nada mais do que seis bonecos de palha, com alvos pintados na cabeça e barriga, alguns a seis metros do chão, outros a três e mais alguns na altura de um homem mediano. Eles estavam dispostos de maneira pouco pensada, logo não havia um ritmo entre os bonecos, o que não me permitiria atirar em sequência, muito provavelmente. — Ok, você só quer que eu lance as adagas neles? —  Uma pequena bancada estava posicionada ao meu lado, e mais de uma dúzia de adagas estavam enfileiradas ali, eu já estava com uma em cada mão, um tanto quanto apressada para jogar a primeira. — Quero que você acerte uma adaga em cada um dos bonecos. —  Seis tiros certeiros, ele só queria que eu desse seis tiros perfeitos assim de cara. Legal heim?

Posicionei o corpo de lado, tendo meu pé esquerdo a frente, minha mão direita pendia solta ao lado do meu corpo, e eu segurei a primeira adaga pela lâmina, tomando o cuidado para manter o fio afiado longe da palma da minha mão, afinal de contas eu não queria ter de fazer nenhuma visita a enfermaria assim tão cedo. Ergui o braço, tendo o cabo da adaga esticado para trás, e ela posicionada horizontalmente na altura da minha cabeça. Analisei meus alvos com calma, sem pressa de fazer o lançamento, escolhi o alvo praticamente a minha frente, eu estava apenas uns cinco metros afastada de todos eles, e este alvo estava posicionado de pé no chão, o que não me pedia nenhum angulo, apenas um tiro reto. Respirei fundo e lancei a adaga, girando o punho para a frente e soltando-a assim que ficou novamente na horizontal. A adaga girou em torno de sí mesma algumas vezes antes de bater no alvo e fincar na região que estaria o queixo do boneco de palha.

O alvo vermelho está mais para cima, Naomi. Ou mais para baixo, pode escolher. —  Lancei um olhar irritado para ele, e peguei outra adaga. Repeti o mesmo procedimento, posicionando o corpo e a adaga antes de mirar em um algo a três metros do chão. O algo na sua barriga parecia mais fácil de acertar, até porque seria muito mais simples acertar o grande alvo do que o pequenino que estava em sua cabeça. Respirei fundo mais uma vez e girei o punho, soltando a adaga que seguiu até o alvo e ficou ali fincada, balançando o boneco de palha pelo impacto por alguns instantes. Não foi totalmente certeiro, afinal de contas eu acertei o alvo vermelho alguns centímetros a esquerda, o que quase me fez errar. — Ainda pode melhorar. — Ouvi ele cantarolar, enquanto mantinha os braços cruzados sobre o peito, o que me deixou levemente irritada, mas tentei ignorar.

Segui os mesmos movimentos, atirando as próximas duas adagas com a maior precisão que eu podia, mas incrivelmente nenhuma das duas foi totalmente certeira. Acertei dentro dos alvos, mas no centro dos mesmos. Eu tinha mais dois bonecos, então peguei uma faca em cada mão e mirei a primeira, o boneco estava mais alto do que eu queria jogar, era o único a seis metros do chão e eu certo receio do lançamento. Me certifiquei de que ninguém estava vindo de nenhum dos dois lados, afinal de contas o erro poderia fazer a adaga voar para qualquer lugar. Respirei fundo, mirando o melhor que eu podia, e lançando a adaga com o movimento de punho de sempre. Pareceu bom, quando eu soltei a adaga ela seguiu uma trajetória retilínea, mas aparentemente eu soltei ela na posição errada, ou no momento errado, porque ela se fincou na mão do boneco de palha, que balançou por vários instantes antes da adaga cair no chão, não aderindo a palha que revestia os membros superiores do meu alvo.

Foi o pior lançamento que eu já vi na minha vida, sabia? — A voz dele já me irritava de uma tal maneira que eu mal pude controlar meus próximos passos, passei a adaga da mão esquerda para a direita, virei para o lado onde o meu instrutor estava e lancei a adaga. É claro que eu não mirei nele, projetei a adaga para acertar a porta de madeira do depósito de armas, que estava atrás dele. Para minha surpresa ele começou a bater palmas. — Qual é o seu problema? Eu podia ter acertado a sua cabeça! — Esbravejei demonstrando toda a minha irritação. E ele apenas continuou ali, me aplaudindo com um sorrisinho nos lábios. — Atirou bem sob pressão. Vá descansar, terminamos por hoje. Amanhã no mesmo horário. — E ele simplesmente se virou e saiu andando em direção aos demais campistas, que agora arfavam cansados do outro lado da arena.
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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Ex-staff563 em Seg Jun 15, 2015 9:34 am


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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Alexander M. Proudmoore em Sab Jun 20, 2015 11:56 am

Treino com Autômato
Numa manhã fria até mesmo com a luz do Sol, dúzias de campistas cumpriam suas atividades diárias no Acampamento Meio-Sangue. Alguns sátiros batiam rapidamente os seus dentes enquanto aqueciam os braços com suas mãos, mas isso não os atrapalhava em nada, exceto pela velocidade com que levavam para terminar cada tarefa. Embora tudo ocorresse bem, havia um certo lugar que não seguia esse padrão, o chalé XVIII possui um próprio padrão, como sempre haver discussões ou brigas, mesmo que sejam compostas por uma única pessoa.
— Cala essa maldita boca de… — murmurou Alexander para o que seus irmãos acreditavam ser o nada, ou talvez a parede.
A prole de Hécate calçava suas botas marrons, restava somente um de seus pés. Ele segurou o seu calçado com força enquanto pensava se deveria lança-lo a sua frente, onde se encontrava nada, mas para ele estava Branca, uma garota de vestido branco com detalhes verdes, cabelos longos e loiros, e possuidora de olhos de verde-esmeralda.
A menina balançava as mãos no ar como se estivesse pedindo rendição, embora as pontas de seus lábios estivessem próximas das orelhas.
— Ok, ok! Estou calada. — Disse a loira quase rindo.
Após completar de se vestir, o jovem marchou para fora do seu chalé carregando sua espada curta de bronze celestial consigo. Seus irmãos riam e cochichavam durante sua saída, isso deixou o humor do semideus um pouco pior.

Como havia dito, Branca permanecera em silêncio até a caminhada do jovem irritado. Estava a caminho da arena para mais um dia de treinamento, dessa vez utilizando sua espada ao invés da lança. Não havia treinamento com magia, então, infelizmente, decidiu que era melhor se tornar um bom lutador, apesar de esse ser um ponto fraco dele.
Desta vez, Alexander não encontrou o gigante semideus que treinava, ou brincava, com os bonecos de palha que pareciam de ser de isopor quando ele desferia seus golpes de espada e os partia em pedaços. Quase não haviam campistas treinando, talvez o frio tenha prendido alguns por mais tempo em suas camas. Isso não importava para Alexander, não precisava assistir ao treino dos outros para começar o próprio.
Alexander se aproximou de uma espécie de boneco mecânico, não parecia estar funcionando, mesmo assim o semideus pronunciou:
— Eu não sei se tem alguma senha, mas eu gostaria de um treino para iniciantes.
Antes mesmo que Alex se preparasse, o autômato se ativou e empunhou uma espada de bronze. Não parecia ser rápida, na verdade, parecia que no primeiro golpe se desmancharia em centenas de pedaços, parafusos e engrenagens.
Branca observava ao fundo, com um pequeno sorriso no rosto.
Alexander pegou a sua arma que estava na bainha presa ao cinto e apontou-a para o robô, porém, antes que pudesse sequer notar o movimento, o braço de metal que segurava a espada do autômato descia do alto prestes a cortá-lo. Um pulo para a esquerda o salvou por pouco. A máquina estava prestes a repetir o movimento com o semideus caído no chão, mas não foi rápido o bastante para acertá-lo antes de que girasse pelo chão.
— Droga! Isso é para iniciantes? — Alexander protestou enquanto se erguia e se protegeu de outro golpe do autômato, dessa vez não precisando saltar novamente.
Sem esperar, o robô desferiu outro golpe, que atingiu quase a mão de Alexander com uma força esmagadora. A espada do semideus foi lançada para longe, deixando-o indefeso. Outro golpe estava já sendo executado, entretanto, a máquina deixou sua lâmina parada a três centímetros de distância do pescoço do semideus que engoliu em seco.
A derrota foi humilhante, Alexander estava suado, sujo, seu coração batia descompassadamente e ele respirava ofegante. Parecia que a batalha durou uma eternidade para ele.
O filho de Hécate se afastou da máquina que retornava à posição que se encontrava anteriormente, como se fosse desligado. Com suas mãos nuas limpou suas roupas com batidas rápidas sobre elas.
— Bom, bom. Muito bom! — comentou Branca ao se aproximar batendo palmas e saltitando.
Alexander simplesmente a fitou irritado por alguns instantes e então buscou sua espada que havia sido tirada de seu punho e voado para longe. Enquanto isso ele pensava se deveria recomeçar o combate, tentar não ser desarmado com tanta facilidade.
— Cai de novo no chão, Alex! — pediu a garota irritante.
O semideus, numa expressão de muita ira, guardou sua arma na bainha e começou a marchar para longe de Branca. Não, ele não iria repetir aquilo tão cedo, talvez nunca mais caso aquela garota estivesse para assistir.

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Ex-staff006 em Sab Jun 20, 2015 12:38 pm

Alexander Proudmoore //  Total: 150xp e -10EP (pelo cansaço)

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Alana T. P. Holdshteom em Dom Jun 21, 2015 5:48 pm



Shadow

The girl led her mother to a small bench in the square. The woman, who was now very old , hardly recognized the face of her daughter— Who are you? She asked the girl. The girl smiled and said— Someone who really loved you .The woman frowned and looked away for a flower— How can you love someone who does not know? The smile on the face of the girl disappeared—As you loved me nine months before I born.
O sol adentrou sua janela logo pela manhã, criando formas exuberantes nos móveis de seu quarto. Alana suspirou de leve, levando com sua típica preguiça que quase sempre a fazia permanecer em seu chalé. Mas não era desta vez que ela venceria, pensou a semideusa, enquanto procurava sua blusa laranja do acampamento.

Juntou-se nas mesas do refeitório, junto aos irmãos que permaneciam em grande ânimo naquela manhã. Assim que se viu satisfeita, acenou de relance para o pai, que observava os semideuses almoçarem, e partiu em direção a grandiosa arena, um local pouco frequentado por ela, mas que a trazia fortes emoções. Já haviam diversos semideuses em trabalho, com suas armaduras reluzentes e armas afiadas. Se não fosse pelos risos eufóricos, pareceriam como os antigos guerreiras da Grécia.

Alana não tinha muitas opções, constatando que ainda era uma novata, e pouco compreendia da arte das guerras. Decidiu por fim optar pelos bonecos de palha, que lhe era muito convidativos a uma batalha. Claro que eles não fariam nada contra ela, mas gostava de imaginar que realmente estava em uma luta. Juntou o chicote aos dedos, e deu-se conta, não fazia a menor ideia de como utilizar aquilo.

— Olá, princesinha— Alana virou-se, deparando com um silhueta masculina que nunca vira antes— Não deveria estar colhendo morangos ou algo assim?

— Morangos me ajudam a derrotar um monstro?— Ela abriu um sorriso gentil— Eu sou Alana, filha de Dionisio.

— Bill, de Ares— Ele retribuí o sorriso— Então, qual é sua dúvida, novata?

Ela remexeu-se desconfortável, e levantou o chicote— Eu não faço a menor idéia de como utilizar isso. Quer dizer, entendo os movimentos, mas eu quero dizer é que nunca utilizei um chicote com exporás antes.

Bill aproximou-se, tocando a mão de Alana com delicadeza. Ela ajudou ela a se colocar em uma posição de ataque satisfatório, e pediu emprestado a arma da garota. O filho de Ares avançou com a perna direita a frente, levando as duas pequenas exporás para o que deveria ser as cochas do boneco de palha— Você só precisa ter confiança, e cuidar para que as exporás não peguem em você. Não use muita força, e mantenha seu braço estendido dessa forma. Esta arma foi criada para movimentos rápidos e de curta distância, mas é de grande utilidade contra os monstros, por que eles não são tão inteligentes quanto a gente.

Alana respirou fundo, atenta a todas as palavras do semideus. Repetiu os movimentos com cautela, tentando utilizar de sua velocidade ao máximo. As exporás atingiram o lugar desejado, entretanto, voltaram-se de encontro ao calcanhar da garota, que abriu-se em um raso arranhão. Murmurou alguns palavrões para si mesma.

— Está tudo bem— Bill sorriu— No começo pode vir a ser difícil, mas basicamente é isso. Tente utilizar de todas as oito direções, e não pensar muito nos movimentos. Qualquer coisa, é só dar um grito que eu voltarei, princesa.

Ela agradeceu o garoto, e voltou para seu treino.

Alana mordeu seus lábios, e girou o corpo em quarenta e cinco graus, trazendo o chicote de forma horizontal na altura do peito do boneco. Um leve rasgo estendeu-se pelo objeto, e novamente, as exporás tomaram impacto pela pele da garota, desta vez em seu braço esquerdo. O sangue escorreu por sua blusa laranja, mas ela não parou por ali, tinha de se manter focada na batalha.

Se distanciou um pouco do boneco. Alana forçou as pernas a começaram a correr, primeiramente em um ritmo pequeno, e depois acelerando para que assim conseguisse tirar os pés do chão. Uma vez que seu corpo estava no ar, a garota estendeu os braços a frente, preparando-se para deslizar o chicote em direção ao pescoço do boneco e leva-lo ao chão. Assim foi feito, mas como sempre, a droga da exporá bateu em seu outro braço.

Alana ajeitou o boneco em sua posição inicial, e um suspiro contornou todo o seu corpo. Compreendeu, de todo o coração, que lutar era muito mais complicado do que se habituar as ondas de Bali. Permaneceu em seu treino pelo resto da manhã, tentando ao máximo impedir que as exporás encontrassem sua pele bronzeada, e não esquecer das palavras sábias do filho de Ares.

Logo após, direcionou-se até a praia. O dia estava lindo, e Long Island merecia um pouco de surfe. Claro que as ondas não eram tão altas quanto as de Bali, e muito menos seriam as preferidas de sua mãe. Mesmo assim, não hesitou em retirar a roupa e colocar seu biquini.
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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Ex-staff006 em Dom Jun 21, 2015 11:02 pm

Allana - Notei erros ortográficos no post, causados por falta de atenção. De resto, o treino foi muito bom. Parabéns!

Total: 150xp e -25HP

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Isabella Fields em Seg Jun 22, 2015 6:04 pm

PRIMEIRO TREINO COM ARMAS DE CURTA DISTÂNCIA
WELCOME TO YOUR LIFE THERES NO TURNING BACK EVEN WHILE WE SLEEP WE WILL FIND YOU ACTING ON YOUR BEST BEHAVIOUR

Isabella, decididamente não era o que poderia se nomear como guerreira. O pequeno "incidente" no dia em que descobrira ser semideusa era a prova. Ela não era muito rápida, mas tinha estatura e força consideráveis, para a idade. Sempre fora excelente em esportes, mas luta? Ela nunca tentara nem fazer esgrima, ou tiro ao alvo nos acampamentos de verão que frequentava, e de repente teria que enfrentar um combate corpo a corpo e aprender a usar arco e flecha?

Assim que se aprontou pondo a roupa que o acampamento lhe fornecerá, saiu pelo caminho até a arena, decidiu que seria pouco mais prudente tentar o treino com espada. Pelo menos ela já a usou uma vez, então, estaria mais familiarizada com a arma e não pagaria tanto mico.

Entrou aos tropeços na arena, era exatamente como as arenas gregas que vira nos filmes. Exceto pelo fato de que ali, os bonecos de palha e madeira, pareciam mais robôs. Isabella não deixou de notar um garoto parrudo lutar com um deles, e também não esqueceu de espantar-se com a ferocidade dos bonecos, que outrora pareciam frágeis, mas nesse momento, a davam um mal pressentimento.

Olhou pela arena, e viu uma prateleira cheia de espadas, escudos e armaduras, encarou-os por um momento, e escolheu uma espada feita do que parecia ser bronze, era simples, assim como o escudo que pegou. Ela até tentará usar uma armadura, mais todas lhe pareciam desconfortáveis demais para seu uso. - Lembre-se, é apenas um treino, Bela... - Murmurou para consigo mesma, erguendo a espada com a mão direita, e apoiando o escudo no braço esquerdo.

Não hesitou, e aproximou-se cautelosamente do boneco de palha. - Vamos começar, baby...- Desafiou o boneco, que parecia ter entendido o recado. Isabella mal teve tempo de erguer o escudo, para se defender do primeiro  golpe que quase acertou seu ombro direito, abaixou-se rapidamente, usando apenas a parte superior do corpo, para desviar da espada que o boneco impunha. Ele a olhou, ela sorriu sarcasticamente, e ao erguer a parte superior do corpo, levou a espada consigo, e a cravou no braço do boneco de palha. Ela esperou um grito de dor, mas ao invés disso, apenas viu um pouco da palha que pertencia ao braço "ferido" do boneco cair no chão, e se sentiu burra por esperar pelo urro de dor, afinal, era apenas um boneco de palha. -Ninguém viu, ninguém viu...- Murmurou para se mesma.

Ergueu a cabeça, em tom de desafio ao boneco, que veio rapidamente em sua direção. Ela lançou-lhe a ponta grossa e cortante de bronze do escudo, no que imaginou ser o pescoço do boneco, em um único movimento horizontal, e o fez cair no chão. Derrotar, mesmo, que apenas um boneco, a fez se sentir mais forte, mas ágil, e libertou-lhe uma espécie maligna de desejo de vingança.

- Próximo! - Ela gritou para o vento, e de repente surgiu mais um boneco de palha. Pouco maior que o anterior. Ela sorriu ao vê-lo, e correu a seu encontro a espera de um combate corpo a corpo, mas não foi isso que encontrou. Ao avançar sentiu a dor de uma lâmina no baço, e viu um pouco do próprio sangue escorrer pela roupa preta, ela ignorou-o e puxou a espada, e lançou-a e um único movimento no que deveria ser as costelas do "robô". Ele caiu, e ela continuou.  

Dessa vez, a coisa piorara. Surgiu então, um boneco de madeira, consideravelmente maior e muito mais pesado que os dois anteriores. Bela admirou-o com os olhos arregalados, e percebeu que ele corria atrás dela. Colocou o escudo novamente nas costas, para se prevenir de qualquer ataque, enquanto corria, e subiu as pressas a escadaria da arena, e se escondeu atrás de uma coluna de pedra no último degrau, esperou que o monstro de madeira a encontrasse. Ele era rápido, porém burro, e isso a deu tempo suficiente para pensar no que fazer. Decidiu, por fim, enfrentá-lo corpo a corpo, afinal, ela tinha coragem e força para derrotá-lo. E por um minuto, viu que aquilo era apenas um treino, ela não precisaria se preocupar, estava levando tudo a sério demais.

Girou o cabo da espada nas mãos, e tirou o escudo das costas. - Ei! Coisa feia, vem cá! - A "fera", ou boneco se preferir, se virou, e ela correu a seu encontro. Ele era grande, no mínimo uns dois metros. O boneco de madeira, saltou para agarrá-la e Bela foi por baixo das pernas do boneco, teve sorte, e conseguiu um golpe na canela do monstro, o que tirou um bom bocado das pernas dele. Mal o boneco se virara, Bela acertou-lhe a ponta do escudo de Titânio nas costas. Mas o boneco, parecia ser muito forte, ela teve que deixá-lo, se aproximar, o que lhe custou um ferimento perto do pescoço, porém, permitiu-lhe cravar a espada perto do "coração" do boneco, e ele caiu no momento seguinte.

Isabella desviou-se do corpo inerte do boneco, que caiu com um baque surdo no chão da arena. Suspirou, tirou a espada do boneco, e por fim, pode ver os cortes. Não era tão profundos quanto os que a Emma e suas irmãs fizera nela. Mesmo assim ela teria que ir a enfermaria novamente, mas parecia satisfeita com o primeiro treino.


Tamer!

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Ex-staff011 em Sab Jun 27, 2015 7:09 pm

Adorei o treino, não tenho nada a apontar. Parabéns!
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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Alexander M. Proudmoore em Dom Jun 28, 2015 11:25 pm

Dupla fantástica
Treinar na arena de combate já fazia parte da rotina de Alexander, o que era bem agradável para ele. Antigamente, quando vivia com seus pais adotados, não possuía passatempos e nem mesmo outras pessoas de sua idade para se divertir. As vezes conseguia convencer a alguém que xadrez era divertido, mas isso o permitia apenas ensinar mais um que em pouco tempo desistiria do jogo pelo mesmo motivo dos demais: é impossível um inexperiente derrotar Alexander.
— Espero que hoje faça algo mais produtivo que lutar com máquinas ou monstros como tem feito — confessou uma pequena garota que caminhava ao lado do semideus. Sua expressão era de tédio e desapontamento, enquanto o maior estava indiferente.
Os lábios do garoto se mexeram um pouco, formando um sorriso que durou poucos instantes. A menina, mesmo sem olhar para o rosto do outro, cruzou os braços e bufou irritada. Ela é uma alucinação de Alex, uma de algumas outras que costumam perturbá-lo vinte e quatro horas por dia. “Valéria pelo menos é… ‘útil’”, pensou a respeito de sua pequena ilusão, Valéria, a mais inteligente do grupo.
— Desejará ter me dado ouvidos quando for somente músculos e incapaz de calcular a quantidade de mols em um simples copo de água com 300ml. — disse Valéria quando percebeu a rota em que estavam seguindo os levaria até a arena.
Alexander sorriu.

Como uma típica tarde de verão, o Sol aquecia a todos um pouco mais do que desejado, incomodando muitos como a prole de Hécate que não passou protetor solar quando se arrumar no chalé, aliás, nunca passou protetor por vontade própria. Hugo, seu pai, também nunca se preocupou com sua pele ou a de seu filho. Ele dizia, “O sol é um homem muito gordo, mal-humorado e babaca. Não devemos temer gordos, mal-humorados e babacas, filho”. Isso era uma grande verdade para ele até descobrir que seu pai sofria de esquizofrenia num grau mais elevado por conta do sumiço da mãe.
— Já que vai treinar mesmo após meus quarenta e dois avisos e recomendações de que isso era idiotice, pegue uma das espadas curtas emprestadas do arsenal da arena. Tire proveito de que pode utilizar as duas mãos para batalhar — Valéria se referia ao fato de Alex ser ambidestro.
Como já estava com a sua espada curta de bronze celestial, apenas pegou outra do arsenal como foi recomendado por sua alucinação. Isso seria algo novo para ele, pois sempre treinara utilizando somente uma arma por vez. “Espero não apanhar muito por isso”, pensou tentando ser otimista.
Além das duas lâminas nas mãos, Alexander carregava mais nada além de suas roupas normais. Uma calça jeans e a camiseta laranja do acampamento não o salvaria de uma flecha, mas caso não fosse capaz de derrotar o arqueiro rapidamente ou desviar de suas flechas, uma armadura somente o atrasaria por conta de seu peso, de acordo com um dos pensamentos do garoto.
Mesmo estando com raiva da última vez que treinara na arena para armas de curta distância, optou por repetir o que fizera, treinar com um autômato.
Ele se aproximou de um autômato distante dos treinos que estavam sendo feitos e que poderiam acabar decepando-o ou fazendo com que tivesse de ser levado a enfermaria o mais rápido possível. O autômato parecia um boneco feito de metal, sua cor deveria ter se perdido ao longo do tempo que funcionara, pois agora marrom e laranja o coloria quase que por inteiro, além de algumas cores fracas em certos pedaços. “Espero que esse seja mais lento que o anterior”, Alex desejou, “Ou menos forte, pelo menos.”
— Robô, ativar modo de treinamento com semideus muito inexperiente… — disse ao autômato para que ele não fosse tão habilidoso quanto o antecessor.
A máquina se ergueu, virou sua cabeça em direção ao semideus e fez uma rápida mesura, ou talvez sua postura saiu um pouco do lugar e retornou bruscamente. Alexander agradeceu mentalmente aos deuses por não entender muito de engenharia.
Na mão direita do autômato, encontrava-se uma espada comum de bronze, enquanto a outra estava vazia. Uma vantagem para o inexperiente que empunhava duas.
Um ataque é feito em alta velocidade em diagonal, acertando o chão e errando o semideus por míseros milímetros de distância. Alexander aproveitou o momento para levar sua arma da mão direita ao pescoço do adversário, mas ele se defendera colocando sua arma rapidamente no caminho. As duas espadas permaneceram ali, uma empurrando a outra. A prole de Hécate sabia que não era párea para a força daquilo, contudo, esforçou-se o máximo para manter o robô ocupado enquanto, sem olhar, levava rapidamente a sua outra lâmina para o “abdômen” do autômato.
— Ai! — disse Valéria ao ver Alex ter seus ataques amparados e o corpo chutado para o chão.
Caído, o autômato se aproximou para dar o golpe final — em que ele para antes de acertar o semideus, obviamente —, ergueu sua espada e enquanto a abaixava rapidamente, Alexander colocou suas duas espadas na frente do corpo, formando um X e assim protegeu-se do golpe que seria fatal, caso não fosse um treinamento. A defesa dele desarmou o autômato, deixando-o incapaz de ataca-lo. Alexander deixou uma espada apontada para a máquina enquanto se levantava do chão com a mão da outra arma. O autômato deixou os braços levantados com as mãos abertas, ele estava se rendendo.
— Parabéns, Alexander. Acredito que eu me equivocara sobre esse treinamento. Você utiliza seu cérebro, mesmo que pouco. — Valéria parabenizou.
Cansado e surpreso pelo o que conseguiu fazer, Proudmoore decidiu que um banho e um descanso cairiam bem após de devolver a arma.

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Espada Curta de Bronze Celestial

Capivara

 
 
 
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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Ex-staffmoza1 em Dom Jun 28, 2015 11:41 pm

Alexander P. Proudmoore

- Rapaz, adorei teu treino do começo até o fim. (Só acho que poderia ter estendido um pouco mais o duelo)
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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Convidado em Sab Jul 04, 2015 1:33 am

#01


A tatuagem no meu pulso começou a arder, no mesmo instante me acordaram: - DAMON, ACORDA! - Eu abri os olhos com força, havia alguém sobre mim, a pessoa me balançava pra lá e pra cá. Antes que eu pudesse sequer falar algo, a garota montada em mim continuou. - SEU IRMÃO LIAM, ELE TA LEVANDO UMA SURRA. - As palavras irmão e Liam me despertaram por completo. Esfreguei a marca negra no meu braço, esta ainda ardia, o anjo negro parecia me encarar - segurando sua caveira, como se falasse: O que você vai fazer a respeito? Eu estou em apuros. Me lembrei do dia que fiz aquela tatuagem, eu tinha apenas quinze anos, foi a primeira das várias que eu viria a fazer. Havia feito aquela para me lembrar das minhas fraquezas, meu ponto fraco, meu irmão, minha única família. Levantei apressado, olhei ao redor e rapidamente calcei os sapatos: - Cade meu irmão? Cade ele Willah?! -

Willah era uma filha de Despina, amiga do meu irmão, mas algo a mais para mim, não sabia exatamente como definir os meu sentimentos por ela, só sabia que era algo forte. Ela passou as mãos sobre os cabelos negros e me fitou, em qualquer outro momento eu ficaria tentado a beijar a garota, mas ela me olhou com certo receio. Como se soubesse que era uma armadilha, a garota me conhecia, por algum motivo estava com o pé atrás: - Na arena, na arena com o Willyan, mas... - De forma alguma permiti que ela completasse a frase. Antes que ela pudesse me impedir, ou tentar me convencer que tinha chamar Quíron, parti do chalé de Hermes. O garoto que Willah afirmava ser Willyan era o menino que tinha contas a acertar comigo. Algum tempo antes de eu chegar no acampamento, quando Oliver - o nosso sátiro - estava nos levando até o acampamento, encontramos esse garoto, ele estava em missão. Ajudamos ele escapar de alguns monstros, mas quando estávamos prestes a seguir nosso curso para Long Island, fomos atacados por um grupo de ciclopes, estes partiram para matar o garoto e meu irmão, o sátiro ficou incapacitado e a decisão de quem salvar ficou nas minhas mãos. Claro que salvei o meu gêmeo, mas não foi assim tão simples.

Os dois garotos haviam sido pegos e aprisionados, Liam acorrentado de ponta cabeça, e Willyan preso a um poste. Com ajuda do sátiro protetor eu consegui despistar os Ciclopes, mas só iria conseguir libertar um dos dois garotos a tempo de escapar. Não tive escolha, deixei Will para trás, o garoto se debatia, gritava, o que chamou a atenção dos monstros. Os gritos do garoto. Precisei de muito tempo para esquecer todos os sons perturbados dele, principalmente o som da sua voz sendo abafada, enquanto ele chamava meu nome. Depois de escapar com Liam, seguimos para o Acampamento. Achei de fato que ele estava morto, cheguei até a mentir para todos, afirmando que ele havia sido morto pelos inimigos, enquanto salvava nossas vidas. Então uma semana depois ele voltou para o Meio-Sangue. Confirmou para todos a historia. Quase morreu tentado nos salvar, adicionando somente que escapou por pouco com vida. Foi recebido com louros, o filho Nêmesis. Depois da premiação por completar a missão, me puxou para um canto e sussurrou em meu ouvido: - Se prepare, Damon. Eu vou fazer da sua vida um inferno. -

- Olha só quem resolveu aparecer! Parece que seu irmão não te abandonou, como fez comigo. - Essa foi minha recepção ao entrar na arena, fui correndo na direção do meu irmão, dois garotos seguravam ele. Enquanto isso Willyan parecia se divertir, batendo no meu gemulo. Liam estava consciente, mas não por muito tempo. Eu me adiantei em sua direção, enquanto o trio me encarava rindo, Will havia adquirido uma cicatriz e um olho cego desde que eu o deixei para morrer. Ele socou meu irmão outra vez, minha tatuagem queimou e eu gritei: - PARE! PARE WILLYAN! Meu irmão não tem nada haver com isso, a culpa é minha, fui eu que te deixei pra morrer, é em mim que você tem que bater. - Mesmo falando aquilo, tudo que a prole de Nêmesis fez foi sorrir de escarnio. - Muito bem, ele não tem nada haver com isso. Eu sou o filho da Vingança, eu sei qual o melhor modo de atingir meus inimigos. Esse aqui... - Disse ele e socou Liam outra vez. - É de longe a melhor forma de me vingar de você. Fazer quem você ama pagar pelos seus erros. - A cada pancada os meninos que seguravam meu irmão riam mais, mais filhos de Nêmesis. A raiva cresceu no meu estomago, a raiva de mim mesmo, a raiva do garoto, a raiva dos outros dois que deveriam ser justiceiros e na verdade estavam somente brincando a custa do meu irmão.

- SOLTA MEU IRMÃO AGORA! Ou eu juro por deus, vou terminar o que os monstros deveriam ter terminado aquele dia! - Meu grito ecoou por toda arena. Os olhos de Willyan brilhavam com maldade. Os outros dois filhos da vingança soltaram o meu irmão. Ele caiu de joelhos e me encarou, seus lábios formaram a palavra muda: Desculpa. Meu peito se encheu de ódio. Usaram meu irmão para me ferir, a raiva explodiu no meu interior. Will chutou a cara do meu gêmeo e ele caiu de costas, respirando com dificuldade: - Seu pedido é uma ordem. - Depois daquilo eu não tive consciência do que estava fazendo. Movido apenas pela raiva, sai correndo em direção ao os três. Primeiro tive que desviar do filho de Nêmesis que reconheci como Klaus, o que segurava meu irmão pelo braço direito. Ele se adiantou correndo para mim, tentou um chute na altura no estomago. Sem parar de correr me ajoelhei e deslizei pelo chão. O chute cortou o ar acima de mim. Continuei indo direto para o segundo filho da Justiça. Kol veio mais rápido que o primeiro e tive que parar. Senti o sangue escorrendo dos joelhos, mas não dei importância para aquilo. A adrenalina me privava de qualquer dor.

Kol ficou parado na minha frente, não pestanejei, ataquei o garoto com um soco cruzado. Concentrei a força do punho, balanceei o equilibro. Meu golpe foi esquivado pelo filho de Nêmesis. Apoiei o corpo no pé de base e chutei a lateral do corpo dele com a outra perna. Minha intenção não era ir até os dois, Kol e Klaus, mas sim ir até Willyan. O impacto do golpe acertou com força o garoto, essa foi minha deixa, segurei o ombro dele e o empurrei. Voltei a correr em direção a Will. Não demorou mais que dez segundos. Dei um salto em sua direção com o impulso da velocidade. Tentei socar o rosto dele, mas não acertei, com um simples movimento para o lado ele se desviou. Eu cai no chão, rolando, e parei próximo ao meu irmão. Não tive um tempo real para saber como ele estava. Me levantei e limpei a roupa. O filho de Nêmesis sorria pra mim, com toda malicia possível. Uma segunda vez eu tentei ir em direção a Willyan e atacar.

Cerrei os punhos e fechei a guarda. Coloquei o pé de base na frente, esse foi o esquerdo. Enchi o peito de ar, raiva e mais emoções, como decepção e impotência. Com toda determinação que ainda tinha e com pé direito, ergui a perna com velocidade e tentei um chute na altura na coxa, meu Round Kick acertou Will com efeito. Ele dobrou o corpo, com uma expressão de quase dor. Flexionou a perna para dar impulso e tentou me socar com a mão direita. Segurei seu punho e senti o impacto. Resisti a força do garoto, que por pouco não me jogou para trás. Em relação a mim ele era um tanto mais alto e mais forte. Por isso não esperei pelo golpe dele, fiz um movimento quase idêntico ao da prole da corrente. Flexionei o tronco e as pernas, onde mantive a força. Em seguida, com um movimento rápido, levei o punho até o rosto do garoto, mas este foi interceptado. Encarei Willyan e ele debochou: - Fraco como sempre. - Para ele parecia tudo planejado, isso me irritou ainda mais. Inclinei o corpo, esticando a coluna para trás, e tomei impulso pra frente, na tentativa de uma cabeçada.

Antes que pudesse sequer acertar o garoto, senti dois pares de mãos nos meu ombros. Ambos, Klaus e Kol, me puxaram para trás. Senti rapidamente o corpo colidir contra o chão. Os dois garotos colocaram seus pés sobre meu peito, dificultando minha respiração. Willyan foi além, se postou do meu lado rindo com os irmãos: - Muito bem, agora você sabe seu lugar, vou deixar meus dois irmãos lutarem contra você. - Naquele momento, eu me senti impotente. Como pude nunca me sentir assim na vida? Não tinha conseguido encarar o inimigo, nem defender meu irmão ou a honra que um dia eu prezei em ter. Fechei os olhos e fiz uma prece ao meu pai, não sabia de fato quem ele era, mas pedia ajuda, ajuda pra enfrentar meus demônios. - Você Willyan... você que culpa meu irmão, você melhor que ninguém deveria saber que a culpa é toda sua, você não conseguiu enfrentar os monstros. VOCÊ FOI FRACO. Você foi derrotado. E os fracos... os fracos não merecem perdão.

Abri os olhos, no mesmo momento senti um alivio no peito, consegui respirar. Lá estava Liam, me defendendo. Tirou do meu peito o par de pernas e derrubou os dois inimigos no chão. Willyan só observava. O meu gêmeo parecia uma copia "natural" minha, exceto pelos olhos, diferentes dos meus, seus olhos tinham uma cor cinza, como o céu nublado. Ele foi até mim, me ajudou a levantar. Estávamos de pé, ambos lado a lado, praticamente prontos para atacar. Meu pai desconhecido havia me mandado ajuda, ajuda que eu sempre tive. Durante muito achei que ele era meu ponto fraco, mas naquele momento, todas as cenas da nossa infância, dele cuidando de mim, da gente enfrentando os problemas juntos, passou na minha mente. Liam não era minha fraqueza, era minha força extra, o laço de amor que eu nunca teria igual, senão com meu irmão. Liam era tudo que poderia me fortalecer. Estava a alerta, quando dei o primeiro passo, uma flecha brotou entre as minhas pernas. Do outro lado da Arena o diretor de atividades, Quíron, bateu seu casco direito sobre um pedra. Will fechou a cara, não era preciso palavras pra entender, seu olhar dizia tudo: Ainda não acabou. Mas não continuaríamos aquela rixa na presença do centauro.

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Apolo em Sab Jul 04, 2015 4:05 pm

Atualizado. 04.07

Belo treino.
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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Convidado em Sex Jul 10, 2015 3:20 pm

#03

Tinha treinado durante um longo dia, machados e mais machados, sempre treinei arremessos e batalhas, aquela sem dúvida foi a arma que mais me apeguei, depois de tanto treinar estava pronto para pegar minhas coisas e partir, quando um garoto de cor de olhos verde veneno e cabelos cor de areia apareceu: – Ah sim, você é Damon né? Eu sou conhecido como Max, soube que estava treinado com seu machado e queria saber se aceita uma disputa, sabe, não existem muitos caras que gostam de treinar com esse tipo de arma. – Depois de dizer seu nome o garoto apertou minha mão e disse sua ideia. Tudo que eu fiz foi retribuir o aperto de mão e dizer – Eu topo, você deve ser um filho de Hermes. – Eu bem me recordava dos meus dias no chalé de Hermes, onde sempre lotado, era difícil conhecer e lembrar de todos, mas a silhuetado e os olhos do garoto me eram familiar.

Resolvemos que cada um lutaria com um escudo e um machado curto, estilo gladiador: - Você aparenta ser bom com a arma. – Disse o garoto aplicando uma investida, que acabou interceptada pelo meu escudo. – Eu que o diga Max, acredito que tenha... – Falei descendo meu machado sobre seu escudo com ferocidade. -... Pratica. – Mal tive tempo de terminar a frase e o menino respondeu. – Ah sim, pode apostar. – Comentou ele enquanto dava um golpe horizontal na altura da barriga, eu desviei do golpe quase que completamente. Senti um corte fino ser produzido na superfície da minha pele e trombei nossos escudos com força, eu era mais experiente com o item de defesa do que o ele e essa seria minha vantagem.  Eu dei um giro rápido desencostando nossos escudos:  - Você aguenta, Max? – Perguntei rindo para ele enquanto emendava o giro a um golpe transversal, que lhe fez um machucado no rosto – Sim idiota, mas isso vai deixar um cicatriz. – Falou o garoto irritadiço e desferiu um golpe sobre meu machado, naquele momento eu fechei a guarda e lhe apliquei um ótimo ataque, subi meu escudo para o alto, de forma que por alguns instantes o menino teria o machado inutilizado, apliquei um golpe na horizontal no seu escudo e o mesmo foi jogado para o lado, o ataque que eu fiz a seguir foi bem arriscado.

Eu tive poucos segundos para realiza-lo. Seu machado estava erguido e seu escudo para o lado, rapidamente recuei minhas armas e dei um salto para frente, com o corpo bem equilibrado eu consegui acertar o chute. – Nada... – Começou ele dando o primeiro golpe na parte do meu peito desprotegido. – ... Mal – Finalizou quando finalmente consegui fazer um corte em meu peito, nada muito profundo, mas fez com que eu ficasse realmente estressado.  – Porcaria! – Comentei, olhando nos olhos do garoto e dando um passo a frente. Eu arrisquei outro movimento. Fazer uma ferida em meu peito deixou o corpo do garoto desequilibrado e recuado para a esquerda, apliquei um chute frontal em sua canela direita e ele caiu com um dos joelhos, todo o movimento foi muito rápido, mas para isso que eu tinha um raciocínio veloz. Uma vez de joelhos as armas do garoto penderam para o chão e eu dei um giro sobre mim mesmo e apliquei um chute de calcanhar da face de Max. – Seu grande pedaço de estrume! – Disse ele se levantando, eu podia ver a fúria e a vontade de matar em seus olhos.

Ele se recuperou com bastante vigor e veio correndo na minha direção, eu sabia o que estava por vir e fechei a guarda completamente, mas o que veio não foi um ataque com o machado, foi pior, eu não aguentei aquela sensação de medo, que tantas vezes senti na vida, abri a guarda para aguentar com tudo, mas bem nesse momento o que eu recebi foi um Max furioso vindo em minha direção em pleno ar. Ele me acertou com uma "voadora", seus dois pés foram para no meu peito e eu me lancei para trás, rolando chão. Mal tive tempo de me levantar e já tinha que desviar de golpes, parecia uma questão de ego para o garoto, algo como: "EU LEVEI UM GOLPE DESSES? DE UM PIVETE LENTO DESSES?" Max era bem mais alto que eu e ficava fácil pra ele me atacar, eu tentava revidar e me defender, mas estava cada vez mais complicado, foi quando minha guarda se abriu pra ele que eu temi seu golpe, apesar de toda aquela movimentação parecer cansar ele, eu não tinha esperanças de achar uma brecha, até que: - Eu vou destruir você! - Falou levantando o machado como um filho de Ares.

- Isso é o que nós vamos avaliar. – Pronunciei e me esquivei de um golpe que por pouco não acertou minha garganta. Olhei para o garoto e sorri maldoso, ele tentou uma investida horizontal e eu me abaixei, senti o machado cortar não só o ar acima de minha cabeça, como alguns fios do meu cabelo também. Aquilo sim foi um belo ataque, eu lhe chutei a panturrilha com uma rasteira. O garoto caiu brevemente no chão e eu já estava com um dos meus pés sobre seu peito, chutei seu escudo e seu machado para longe dele, colocando minha arma sobre seu pescoço, mas sem ferir o mesmo, uma descarga de adrenalina foi o que me impediu de ser fatiado, eu parecia ter tudo sobe controle, mesmo que nos últimos dois minutos quase fui morto várias vezes: - É, parece que temos um vencedor. – Disse com um o sorriso de deboche no rosto,  recuei a arma e tirei o pé de seu peito, o ajudei a se levantar. Eu virei de costas e comecei a andar quando meus sentidos, ainda a ativa, me avisaram de que havia movimentação nas minhas costas. – Ou talvez... – Falou a voz do garoto levantando o machado em minha direção. Nesse momento eu não prestei a atenção em nada, girei o corpo e com as duas mãos segurei o machado.  – Tenhamos... - Continuou Max e nesse instante as nossas laminas repousaram com certa delicadeza no pescoço um do outro. – ... Um empate. É, talvez tenhamos um empate. – Completou o garoto com um sorriso maldoso.

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Madeleine Vipère em Dom Jul 12, 2015 5:27 pm

Mais uma vez acordei no meio da madrugada apos um pesadelo que, felizmente, esqueci instantes depois que acordei. Abri os olhos em meio ao escuro, mas continuei deitada e imóvel, como se não quisesse levantar dali... E não queria. Acho que fiquei vinte ou trinta minutos ali, parada, na mesma posição, apenas pensando em como minha vida tinha virado de cabeça para baixo. Menos de um mês antes eu estava sentada na grama de uma fazenda de minha família próxima de nossa cidade, Lyon, lendo distraidamente mais uma historia espetacular de Stephen King, sem imaginar como as coisas mudariam a partir dali. Me levantei com toda a sutileza que eu tinha, os anos fazendo ballet classico ajudaram bastante, eu não queria acordar ninguém, pois sabia o quanto isso era desconfortável para os outros. Foi difícil chegar ate a porta, pois o Chale de Hermes já estava lotado e tinha ate alguns semideuses dormindo no chão, talvez pela falta de espaço, talvez pelo calor. Abri a porta sem problemas, pensei que estivesse trancada, mas não estava e me sentei logo na frente dela, observando o céu. Ainda não tinha sido reclamada, me lembrei de que alguns disseram que existem semideuses que jamais são reclamados e fiquei bastante triste, ainda mais sabendo que, provavelmente, eu faria parte desse grupo. Me recordo claramente de tia Daphne me mostrando todas as constelações do céu e explicando o que elas representaram, ela sempre foi minha tia favorita e admiro bastante seu trabalho, ela se tornou uma das maiores astrobiólogas do mundo e quase sempre que ela descobre algo novo, me conta logo que possível, seja por carta, e-mail ou o que for, mas não consegui encontrar todas elas. Não consegui mais dormir e fiquei acordado ate que alguns filhos de Hermes - sim, filhos de Hermes, não campistas sem pais -, se levantaram e acordaram todo mundo. Confesso que eram divertidos e algumas vezes gentis comigo, porem, alguns outros poderiam ficar irritados com eles devido a suas brincadeiras. Entrei rapidamente para o chale e fui arrumar minha cama.

Um dos filhos de Hermes me perguntou se eu iria no treino com armas brancas que teriam em breve e eu disse que nem sabia onde seria, então ele me explicou tudo e disse para irmos juntos, assim ele conseguiria alguém para me ajudar. Eu, apenas com a faca de bronze que ganhei ao entrar no Acampamento, acompanhada de meu amigo - espero que ele também me achasse uma amiga -, seguimos para o que ele chamava de Arena e não demorou muito para que eu visse o que era a arena. Uma construção, no minimo, fantástica. Ele olhou para mim e me perguntou se eu queria aprender com um filho de Ares ou Athena e eu disse que preferiria aprender com um filho de Ares. Bem, se Athena era a deusa da sabedoria e estrategia e Ares o deus da guerra selvagem, Athena me parecia uma opção mais agradável, apesar de que de um modo ou de outro, eu não gostava de guerras e lutas. Em pouco tempo, ao meu encontro, veio um rapaz alto e forte com olhos cinzentos e cabelos loiros, pelo seu olhar confiante, eu imediatamente soube que se tratava de um veterano. Ele perguntou que armas eu tinha e lhe mostrei minha faca, ele observou o objeto por algum tempo e então me pediu para usa-la um pouco, apenas para demonstração. Confesso que fiquei um pouco corada, sempre fui muito tímida, mas se queria aprender a proteger as pessoas que amo, teria de dar um jeito nisso. Bem, ali, no acampamento, não conheci ninguém que poderia chamar de amigo, com exceção de alguns filhos de Hermes, mas ainda havia minha mãe em New York. O filho de Athena se aproximou um pouco mais de um boneco de palha e com golpes em todas as direções, ele conseguiu cortar diversas partes do corpo do boneco de palha, cortes fundos o suficientes para penetrar toda a carne e chegar ao sistema vascular, então, ele começou a dar uma estocada em diferentes pontos do boneco. Ele acertava lugares como os órgãos vitais, braço e pernas, locais estratégicos que, com toda certeza, lhe garantiriam a vitoria caso ele obtivesse exito em acertar. Por fim, ao se afastar em alguns poucos metros do boneco, ele arremessou a faca, atingindo o fantoche na cabeça. Os cortes e perfurações eram bastante profundos e sempre precisos, ele não errava e imaginei que ele tinha um conhecimento básico de anatomia, cada golpe era executado em enorme velocidade, mas observando seus músculos e seus olhos, percebi que ele estava pronto para contra-ataques.

Depois de terminar a sequencia, ele me entregou a faca novamente e, com um sorriso amistoso, me pediu para mostrar o que eu conseguia fazer com a faca. Nunca tentei utilizar arma alguma, mesmo essa faca e não gostava nem um pouco delas, sou uma pacifista, mas muitas vezes nos deparamos com situações que exigem a força. Segurei o cabo da faca, que quase escorregou de minhas mãos, e então realizei um corte torto que deveria ter sido horizontal, mas que apenas formou uma linha fina em um boneco de palha, percebi que estava realmente longe do meu alvo e o rapaz que me ajudava disse para me aproximar e segurar o objeto de bronze com mais firmeza. Desta vez, manuseando o instrumento mortal com as duas mãos, tentei executar mais um corte horizontal, no entanto, quando eu ainda estava dilacerando o pobre ser de palha, uma de minhas pernas derrapou e eu acabei caindo no chão. O semideus que me auxiliava estendeu sua mão para me levantar e me avisou de que minha posição estava inadequada e me mostrou o modo correto de se portar em uma batalha. Percebi o quanto ballet classico poderia ser diferente de uma luta. Agora minhas pernas estavam firmes no chão, sequei minhas mãos sujas de suor na calça e arrisquei usar o artefato que eu tanto odiava da maneira correta: utilizando apenas uma mão. Segurei com toda a for o cabo e me aproximei o suficiente do boneco de palha, então, girei levemente o corpo e tentei executar mais um corte diagonal. Não consegui perfurar muito fundo o alvo e o corte ainda não estava perfeito, ele continuava torto, porem, estava bem melhor que o zig-zag sem sentido que eu tinha realizado alguns minutos atras. Ele colocou suas mãos sobre a minha tentado me dar um pouco mais de firmeza e, devagar, me ajudou a guiar a trajetória da lamina em uma linha perfeita que penetrou fundo na superfície bege. Apesar de corada pela vergonha da proximidade, não pude evitar um sorrisinho ao ver que consegui. Bem, aos meus molhos, consegui.

Ganhei um pouco mais de confiança com tal experiencia e novamente tentei realizar o movimento. Acho que não tinha obtido tanto sucesso ate agora por causa do meu pequeno pavor em relação a armas, eu não as suportava, minhas mãos começavam a suar e tremer. Posicionei minhas pernas adequadamente para ganhar assistência e segurei com firmeza, novamente, o cabo da faca e novamente girei levemente o braco ao me aproximar um pouco e efetuei um corte horizontal que finalmente saiu perfeitamente reto e perfurou fundo no boneco. Certamente teria matado o adversário de tudo fosse real. Realizei mais alguns cortes, inclusive na vertical e diagonal e, apesar de não obter resultados perfeitos, demonstrou-se um avanço notável. O filho de Athena me explicou que já era meio caminho andado, no entanto, em uma verdadeira luta, o guerreiro tem que se preocupar em desviar, defender, contra-atacar e não se deixar surpreender. Simulei, desta vez no ar, uma batalha "de verdade". Tentava efetuar cortes precisos enquanto me abaixava ou levava o corpo para os lados, mas muitos vezes eu acabava me atrapalhando, fiquei assim por alguns minutos, no entanto, logo consegui realizar ambas as ações ao mesmo tempo, sem errar tanto. O meu jovem mentor me demonstrou algumas estocadas e explicou que seria necessário firmeza em todo o corpo para atravessar o oponente e então fez isso com um outro boneco de palha. Achei isso uma brutalidade, mesmo contra um monstro, contudo, eu precisava deixar esse meu lado piedoso de lado, afinal, os outros não serão tao misericordiosos comigo. Este movimento me pareceu mais simples, alem do mais, eu estava mais segura com tudo isso, desta forma, perfurei o ser de palha apenas cinco ou seis vezes antes de deixar a faca cair ou não atravessar seu corpo totalmente. Imaginei o que aconteceria com alguém de verdade, certamente seria extremamente doloroso e assustadoramente difícil de se recuperar. Tentei focar nos órgãos vitais, sabia a localização de muitos deles porque sempre olhava os livros de mamãe e o fato de eu saber os pontos certos a atingir surpreendeu meu ajudante.

Treinei estocada mais algumas vezes, pois minha mão continuava a tremer em certos momentos, de qualquer forma, me adaptei rápido. O rapaz me explicou que, portando boas facas, eu poderia arremessa-las e conseguir resultados espetaculares. Realmente ele tinha feito isso algum tempo atras, porem, eu não soube como conseguiria realizar tal façanha, visto que nem sequer possuía mira tao boa. Bem, nunca testei, mas acredito que não seja nada excepcional. Em minhas primeiras tentativas de arremessar a faca, ela dificilmente acertava o alvo: uma placa branca circular com listras vermelhas em volta e um ponto vermelho no centro. A arma se projetava muito para cima ou então apenas raspava na lateral e, nas poucas vezes em que acertava, a lamina simplesmente não fincava, era como se apenas o cabo acertasse ou eu tivesse jogado fraco demais, impossibilitando uma perfuração. Ele riu e me explicou que a gente tem que entender o número de voltas que a faca dá, da mão ao alvo, para acertar de ponta. Assim, o arremesso básico é o chamado "arremesso de meia-volta", onde a faca descreve meia volta entre a mão e o alvo. O pé à frente normalmente é o oposto à mão que lança, a faca deve ser solta sutilmente e não ser jogada com violência no momento em que o antebraço fica alinhado com o alvo. Me posicionei da maneira correta desta vez e fixei por um bom tempo meu alvo, peguei o cabo com firmeza e, exatamente como ele disse, coloquei o pé oposto à mão que lança e a arremessei com todo o corpo bem firme. Apesar de eu ter acertado um lugar consideravelmente longe do ponto vermelho central, a lamina perfurou a madeira em alguns centímetros e me senti satisfeita com aquilo. Agradeci o cordial filho de Athena e me retirei da Arena, completamente esgotada, apesar de saber que tudo aquilo estava longe de uma luta verdadeira.

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Ex-Staff885 em Dom Jul 12, 2015 9:58 pm

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Convidado em Seg Jul 13, 2015 1:52 am

#04

A muito tempo atrás, um garoto indefinido havia acabado de ganhar seu primeiro bichinho de estimação e este tinha poderes elétricos. Seu nome era King, a raposa e o menino por algum motivo tinham uma conexão empática. Anos depois King se sacrificou para salvar seu dono, mas não é está a historia de hoje, a historia de hoje é sobre o garoto e seu animal em um dia alegre.

"Vou treinar com meu tridente", pensou Damon enquanto King dormia em seu colo tranquilamente. O problema de ser ter um elo telepático com um animal é que você podia ver seus sonhos. Meio louco não é? Sim de fato era algo fora do comum, mas desde quando ser filho de um deus é algo comum? Falar com monstros e coisas assim são as coisas mais simples que ele podia fazer. Um pensamento como esse passou pela cabeça do garoto enquanto ele se levantava, involuntariamente um sorriso escapou de seus lábios, ele mesmo não queria admitir que estivesse realmente sorrindo, mas estava. "Ei, ei King", disse o garoto telepaticamente para o animal, mas como esperado o mesmo não respondeu, então a prole do deus da guerra, ainda indefinido, não teve outra opção. "KIINNGG!!", tentou uma segunda vez, mas nesse momento a voz dele soou como um grito na mente do mascote, a cena que se seguiu fez Gus rir com vontade.

King acordou assustado, MUITO assustado. Deu um salto na cama e começou a disparar raios para todo lado, enquanto falava telepaticamente para o garoto. "Chefe! Que foi chefe? Quem eu tenho que matar? Vamos lá suas batatas podres!", depois de escutar o que a raposa com pelugem dourada tinha pra dizer o semideus começou a rir com vontade sem igual, chegou até a cair de bunda no chão, mas ignorou o fato. Quando finalmente o acesso de risos se cessou, o garoto olhou para o bichinho super poderoso. Enquanto ria King foi se aproximando do garoto e começou a cutucar ele com o focinho. "Hey chefe, não tem ninguém para derrotar, tem?", perguntou por fim, a ele. A essa altura Dan já estava a passar a mão sobre o dorso do animal. "Não claro que não, eu só ia dizer que estou indo treinar com tridentes, você quer vir?", perguntou com certa animação. Estava claro que ambos tinham uma certa amizade e por isso o pedido não foi negado, Damon e King esperaram pacientes a chegada de Alexia, coisa que não demorou muito.

Alexia chegou cerca de quinze minutos depois dos dois, durante esse tempo ele ficaram conversando. Logo que King viu a garota loira ficou animado. "Caraca chefe, ela é bem gostosa, me diz, ela é solteira né?", disse e perguntou o mesmo de forma assanhada. "Meu filho isso aqui é mais areia do que seu caminhãozinho consegue carregar", respondeu o menino enquanto se levantava ia dar um beijo no rosto da garota, nesse momento Damon bloqueou toda a telepatia dele com o animal, que logo ficaria sabendo disso: - Tudo bem Dan? - Perguntou Lexy, como assim fora apelidada pelo garoto. - Ah sim, tudo e com você? - Durante a conversa eles começaram a caminhar em direção ao sul da arena, lá seria realizado o treinamento.

- Bem, vou bem... Fico agradecida que me convidou pra te ensinar a arte do tridente. - Disse sorrindo e escutou uma doce resposta. - Eu que tenho que te agradecer. Obrigado mesmo, acho que achei a melhor tutora possível. - O papo amigável acabou mais ou menos por ai. Todos os três haviam encontrado a área de treinamento que Alexia havia montado, o local era realmente bem organizado, podiam-se ver vários bonecos de palha organizados em fileiras. A primeira ordem da garota foi segurar o tridente com as duas mãos, isso facilitava nas estocadas frontais, o que era realmente bom: - Você deve basicamente postar o pé a frente e colocar o corpo para frente no momento da investida, isso facilita bastante o movimento e ainda coloca mais força sobre o mesmo. - Depois de dizer tais palavras, Alexia demonstrou o movimento em um dos bonecos de palha, jogou o corpo pra frente e aplicou bastante força, fazendo um grande rasgo nas tripas falsas de palha.

Agora era a vez de Bërwanger praticar, ele colocou corpo para frente e jogou bastante força no movimento, mas errou feio na hora de acertar a parte desejada, a garota sorriu amarelo para ele: - Eu esqueci que isso podia acontecer, tenho tanta pratica com essas armas que acabo esquecendo, bem, nessa primeira estocada você deve ter notado que errou, isso aconteceu por que a ponta do tridente é bem mais pesada que o cabo, coisa que não acontece nas outras armas, onde o peso é distribuído, tente segurar o mais próximo da extremidade do tridente e tente outra vez, fazendo um movimento rápido com as mãos. - Essa foi a instrução passada e escutada com bastante atenção, assim como explicado ele segurou na ponta da arma, ou mais estremo possível.

Pela segunda vez seu corpo foi ajustado e jogado para frente, peso e velocidade combinados resultaram em um golpe feito com bastante precisão, então o resto era resto e as estocadas começaram em grande repetição, ele foi mirando em diversos locais, braços, pernas, estômago e até a cabeça. Quando dominou as estocadas por completo a garota perguntou para ele: - Você acha que já pode manusear a arma com a mão mais recuada? - O garoto por sua vez respondeu meio confuso. - Eu acho que não, que tal se a gente treinar mais um movimento para eu dominar e então começarem com essa parte do treinamento? - Dito e feito, ela aceitou sua ideia e começou a última instrução.

- O seu último movimento agora é um pouco mais complicado, depois disso você vai treinar os dois com a mão mais recuada. É basicamente isso aqui. - Disse e deu um giro sobre si mesma enquanto se abaixava rapidamente com o seu tridente na mão, o movimento feito com tanta maestria foi finalizada por uma estocada na perna, mas também poderia ser um gole de cima para baixo, no queixo. - Você entendeu Damon? - O garoto naturalmente só respondeu com uma afirmação e começou a treinar. Ele resolveu começar pelo giro. Girou umas duas vezes sem a arma e depois que pegou melhor a pratica fez o mesmo segurando o armamento. Foi complicado, mas ele finalmente conseguia girar e abaixar, girar e abaixar, com tempo e força certos para ficar de frente para o boneco.

Sua calça ficou naturalmente suja, por que o ataque tinha como apoio um dos joelhos no chão. Finalmente ele começou com as estocadas, as primeiras saíram vazadas, mas com tantas repetições ele começou a acertar. O grande X da questão para ele foi a força e a velocidade. Por isso acerto levou tempo pra chegar, mas depois de tanto suor o garoto consegui atingir seus objetivos, acertou fortemente a perna de palha a sua frente: - Isso é cansativo, espadas são mais fáceis de manusear. - A garota riu um pouco e comentou, uma vez que o garoto já estava de pé e repousava sua arma no chão. - De fato Sr. Bërwanger, é bem complicado aprender do zero, por isso os filhos do mar já nascem dominando a habilidade com a arma como se treinassem desde sempre. -

"Agora sim", pensou. Faltava a ultima etapa desse treinamento, o garoto foi aos dez últimos bonecos com a arma em mãos e na hora de apertar a mão sobre a mesma teve que recua-la, a mão se mantinha longe da ponta do armamento. Tinha que treinar o equilíbrio da arma. Quando deu as primeiras estocadas viu como já manipulava a arma com certa facilidade, por isso dominou o equilíbrio com velocidade. Em pouco menos de uma hora não restava nenhum boneco e os garotos tiveram que se despedir, era sempre muito ruim treinar no calor, mas era preciso, assim como um banho depois de cada um desses treinamentos, o garoto foi com King para se banhar, mas só por garantia de um bom descanso mantéu o rádio raposa desligado.

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Mikoshiba Shiori em Qua Jul 15, 2015 4:57 pm

Treinando com uma máquina
Monstros, homens meio-bodes e meio-cavalos, mulheres bonitas que se misturam com a floresta e lago, deuses gregos, nada disso impressionava muito a Junko. O que deixava a garota boquiaberta eram as armas forjadas pelos filhos de Hefesto, seus meios-irmãos, as técnicas de combates dos experientes guerreiros do acampamento e, sem sombras de dúvida, os autômatos que auxiliavam na arena. Máquinas com aparência de bonecos de metal capazes de exercer movimentos iguais aos do ser humano e acatar as ordens que lhe forem dadas. Ela não poderia perder a chance de vê-los funcionando.
Desde sempre a jovem nunca se preocupou com a aparência, por isso sempre se vestiu com o que a agradava, o que isso quer dizer coisas simples como sua calça que era bem folgada, mas com fortes elásticos que não a permitiam cair da cintura ou passar dos pés que calçavam um tênis confortável bem desgastado por conta do tempo, na parte superior do corpo há uma camisa xadrez vermelha que ela deixava as mangas enroladas para não a privar dos movimentos com as mãos. Essas suas vestes para treinar fora de um dojo. Na mão ela girava sua espada de bronze celestial, assim se acostumando com o peso e com o comprimento da mesma.

A arena não era tão impressionante caso deixasse de lado os autômatos, os monstros que eram soltos de suas jaulas e o uso excessivo de habilidades que eram no mínimo anormais para a realidade antiga de Junko. Mesmo com o sol forte do verão de julho parecia que os semideuses não abandonavam seus deverem com a arena, a novata queria seguir o ritmo.
Com pouco tempo de observação, Asano Junko pôde descobrir que para usar os robôs da arena era preciso somente falar com algum deles. Então foi isso que ela fez escondendo o entusiasmo.
— Você pode treinar comigo? — perguntou a um robô que segurava uma espada um pouco maior que a dela. Parecia estar desligado, ou quebrado. — Ligar. Começar. Iniciar treinamento?
Os olhos da máquina brilharam e então voltaram a se apagar, entretanto, o boneco se ergueu derrubando um pouco de poeira que estava em seu corpo. Rapidamente ele entrou em posição de ataque aguardando o mesmo de sua desafiante.
— Vejamos se você é tão bom quanto o meu sensei — comentou antes de se preparar erguendo a espada e colocando o pé esquerdo para trás.
O som das espadas se colidindo parecia chegar aos ouvidos antes da imagem dos movimentos, na verdade poucos eram vistos pelos outros campistas ao redor. Não havia pausa, cada ataque era defendido e contra-atacado pelos dois. Andavam um pouco para ousarem atacar o flanco de cada um, o que era logo percebido pelo o outro. Num momento um ataque passou tão perto de Junko que sua camisa sofreu um corte numa manga que por sorte estava enrolada, o que a protegeu de um corte superficial no braço.
A japonesa se afastou do autômato, o que fizera com que ele corresse na direção dela pronto para ataca-la com sua espada vindo de cima numa velocidade alarmante, entretanto, isso já estava no plano da garota. Vendo o robô se aproximar, abaixou-se e deu uma cambalhota para frente no chão. Ela ficou agachada ao lado da máquina que ao nota-la começou a abaixar sua lâmina, porém não fora rápido o bastante. A espada de bronze já havia alcançado o abdômen do autômato num ataque horizontal com a força das duas mãos de Asano no cabo, isso teria causado uma ferida terrível, ou problemas mecânicos difíceis de consertar; contudo Junko parou cerca de dois centímetros de distância antes de encostar.
Como esperado, o boneco de metal se afastou e fez uma breve mesura assumindo a derrota. Isso impressionou a filha de Hefesto que estava suada e um pouco suja. Ela se ergueu com um pouco de dificuldade, estava cansada, mas alegre. Jurou a si mesma que na próxima vez tentaria ser mais rápida.

Arma:
Espada de Bronze — Uma espada comum com quarenta e cinco centímetros de lâmina e fio duplo. É semelhante a uma espada grega.
Poder:
Perícia com armas [Inicial]: A arma que for escolhida pelo filho de Hefesto-Vulcano irá cair com perfeição em sua mão (ver final dos poderes).

Hasta la vista, baby

 
 
 
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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Ex-staff011 em Qua Jul 15, 2015 6:48 pm

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Poseidon foi escravizado, e foi forçado a atualizar isso para não ser substituído pela Iemanjá. Boa noite.



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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Convidado em Qua Jul 15, 2015 7:06 pm

Abrimos as portas de mármore vermelho e entramos. Cara, a capacidade dos filhos de Ares para organizar uma área de treino foi incrível, eles levantaram um grande ginásio para combate corpo a corpo, eu fui para a ala dos vestiários que foi incrivelmente bem preparada. Após trocar de roupa esperei que Athor, um amigo filho de Ares, fizesse o mesmo, em seguida começamos a fazer um aquecimento leve no tatame: - Oito, nove, dez... Hey Athor! Quer começar com que estilo de arte marcial? - Indaguei a meu colega após terminar o meu aquecimento. Athor que acabara de terminar o dele me olhou de forma intensa: - Eu acho bom que de inicio seja um Muay Thai, na verdade vamos praticar somente ele hoje. -

Eu me preparei, já estava vestido adequadamente quando Athor me mandou fazer 20 repetições de cada um dos socos que Muay Thay tem. Comecei com os simples, jab's são os socos que se dá com a mão que se esta mais a frente, coloquei um pé para trás e o outro a frente, o da frente se chamava pé de base, então em movimentos simples eu soquei o ar 10 vezes, não me esqueci de deixar a mão esquerda em uma guarda, e quando terminei mudei o pé de base, consequentemente mudei a mão de soco. Após finalizar os jab's eu parti para os socos que se chamavam direto, o principio era o mesmo que os jab's, acertar o queixo do oponente, mas se trocava a mão, no caso contraria o pé de base, eu comecei os movimentos com o pé de base esquerdo, sendo assim, soquei com a mão direita, fiz o movimento 10 vezes repetidamente o pé de base e fazer outros 10 movimentos. Depois disso eu fiz os cruzados e os upper's, os cruzados tinham a linha frontal da guarda do adversário para intuito de acerto, enquanto isso o upper tinha o intuito de acertar o queixo do adversário por baixo, conhecido como o soco mais apelão de Mortal Kombat.

Depois de fazer todas as repetições eu comecei com os chutes. No Muay Thay temos três tipos de chute. Os que se chamam Round Kick, você pode aplica-lo na cabeça, coxa, ou até na canela do seu adversário. Eu fiz o primeiro movimento, deixei meu pé de base como o esquerdo e com o direito dei três chutes, um na altura na cabeça, um na canela e outro na coxa. Fiz esses movimentos repetidamente, quando completei um ciclo de 10 troquei o pé de base. O próximo estilo de chute é chamado de chute frontal. Todos o conhecem, pois é geralmente usado para seguir-se de um ataque, eu fiz 10 repetições com pé direito e quando acabei fiz as outras com o pé esquerdo, deixando como sempre, o pé de base no chão. Por ultimo, mas não menos importante, eu treinei o Spin Back Kick, trata-se de um giro seguido por um chute no calcanhar, simples e eficaz. Comecei com 10 repetições de pé esquerdo e depois de terminar mudei de pé, quando finalmente terminei com os dois escuto a voz de Athor ao meu lado: - Muito bem, agora vamos fazer 30 repetições de cada joelhada para finalizar.-

Eu que já estava pingando suor não fiquei feliz com a ideia, nós fizemos uma pausa para beber água. Quando voltamos eu treinei o golpe Kao Dode, o que significava que eu tinha que pular com uma perna e com a mesma eu iria dar uma joelhada no alvo. Como sempre fiz o movimento dividido em duas sequencias. Em seguida fiz o movimento Kao Loi quinze vezes com a perna esquerda, o movimento era muito parecido com o anterior, só que se deveria pular para o lado. Depois de terminar com o perna esquerdo finalizei com a perna direita, fazendo as quinze joelhadas de sempre. Kao Tom, esse é um movimento no qual devemos dar a joelhada em linha reta e para cima, assim eu o fiz quinze vezes com a perna direita antes de trocar a perna de joelhada, fazendo as outras quinze repetições com a esquerda. E no ultimo treinamento do dia, Kao Noi, um dos movimentos mais simples até aquele momento, bastava fazer um movimento em que se termina na barriga ou coxa, desta vez eu estava empolgado - por isso fiz mais sequencias que o normal - eu fiz 20 movimentos com o perna esquerda, 10 teoricamente na barriga e os outros 10 na coxa, depois de aplicar todos esses golpes eu parti para o ataque com a perna direita, eu terminei o treino daquele dia dessa forma, com mais Kao Noi.

Depois de descansar um pouco, eu tomei uma ducha no banheiro do ginásio e fiquei observando o meu amigo treinar cheio de energia, no meu próximo treino eu iria lutar contra ele. Depois de um tempo parti para o pavilhão, lá me alimentei e encerrei as atividades do dia, até por que aquilo levou o dia todo.

PS: Resolvi postar aqui por que acho que punhos são armas de curta distancia.

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Ex-staff011 em Qua Jul 15, 2015 7:25 pm

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Adivinha quem att? O escravo do Poseidon.



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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Convidado em Qua Jul 15, 2015 7:41 pm

O chalé de Ares e Zeus se dirigiu a arena, treino de espadas. Cada um de nós ganhou uma espada de madeira, o líder do chalé de Ares, olhou para mim sorrindo: - Carne nova no pedaço pessoal. - Eu o fitei, o meu melhor olhar intimidador surgiu, eu mesmo que previamente reclamado era filho de Zeus, eles me deviam respeito. O garoto parou e hesitou por instantes, mas um líder não pode perder a pose. Ele consegui desviar os olhos, os dele eram iguais aos meus, iguais aos da maioria dos meninos e meninas, azul elétrico. - O novato enfrenta o melhor. - Gritaram em coro, rindo da minha cara, recepção dos veteranos é sempre a mesma coisa. "Foi bem pior na sua primeira noite como campista, para se provar para os vários do chalé de Hermes ele teve que lutar contra três semideuses", pensei. Os primeiros dias em algo, sempre os piores. - Então, quem é o novato que vai me enfrentar? - Falei  com um sorriso irônico estampado no rosto.

Eu não escutei as palavras de ninguém, me desliguei do mundo, só observei enquanto o moreno veio correndo em minha direção. O primeiro golpe dele foi desviado facilmente por minha espada, eu olhei para ele e sorri, acabou em outro golpe. Outro e mais outro e eu joguei minha espada para o canto. Todos riram de mim e olhei no fundo dos olhos do garoto, ele cerrou os dentes, alguém da multidão jogou mais uma espada para ele. O garoto aplicou com as duas espadas um golpe duplo na diagonal, de baixo para cima e de cima para baixo, eu desviei-me das duas espadas, jogando o corpo para trás. O garoto tentou múltiplos ataques e eu desviei de todos, por fim ele estava ofegante, mas eu não aguentava isso por muito mais tempo. - Desgraçado! - Gritou ele e o povo observava calado, o líder de chalé jogou as espadas no chão, a raiva estampada no seu rosto, e veio de encontro com meu corpo, eu respirei fundo, não fui afetado. "Seja a caça ou seja caçado", pensei. Senti a força se espalhar por meu corpo, agora eu tinha duas opções, enfrentar, ou ser derrotado.

As pessoas a minha volta se moviam agitados eu comecei a correr em direção ao adversário e no final das contas. Ia lhe combater com punhos, o garoto não teve reação, mesmo que pudesse fazer essas coisas, eu já havia planejado tudo, uma sequencia de socos foi aplicados no moreno, o combate era todo corpo a corpo, ele mal via os meus movimentos graças a velocidade que ele perdia por ser menor. Não demorou muito ele me acertou. Sua força parecia evidentemente ser maior, não queria uma combate muito longo com o garoto. Ele conseguiu acertar um soco, este me jogou longe. Não satisfeito levantei, mais uma vez, somente para apanhar de mais um cruzado. Ele segurou minhas pernas e tentou me jogar para trás, deu certo eu cai de costas enfurecido. Todos começaram a rir de mim, isso me deixou furioso, não era preciso muito, confesso, mas essa fúria não era legal. Me sentia manipulado por ela. Levantei e fui correndo até ele. O cara quase conseguiu me acertar outro cruzado, na horizontal. Com o impacto da corrida me joguei de joelhos e passei por debaixo de seus braços.

Me levantei só para ver a minha derrota. O cara era bem mais forte, resistente, velho e experiente, do que eu. Corri em sua direção e tentei dar uma voadora de dois pés nele, o garoto riu. - Aqui... - Disse ele. - Os Filhos de Ares lutam MMA. - Respondeu, me jogando longe ao segurar minhas pernas e dar um giro. Ele caminhou até mim. - Não pense que sua vida por aqui vai ser fácil, frangote, você é um fracassado, nem seu pai te salva disso, vamos corra com seu traseiro olimpiano. - Por sorte não estava ferido, tinha alguns ralados mas ia me recuperar fraco, me levantei e aprendi o resto da aula normalmente.

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Ex-staff011 em Qua Jul 15, 2015 7:53 pm

Damon
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Re: Arena para Armas de Curta Distância

Mensagem por Convidado em Qua Jul 15, 2015 7:59 pm

Treino anulado e sera repostado já com um dia de espera, como ordenado.


Última edição por Damon Bërwanger em Sex Jul 17, 2015 12:35 am, editado 1 vez(es)

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Re: Arena para Armas de Curta Distância

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