Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

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Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Big boss em Sab Jul 18, 2015 1:37 am


Duelos


É uma arena exclusiva para combates corpo a corpo, onde não é permitido nenhum tipo de arma ou poderes tanto passivos quanto ativos. A arena é redonda e possui o chão semelhante ao de um dojo, perfeito para amenizar um pouco as duras quedas sofridas. O local geralmente é mais frequentado por filhos de Ares, já que estes gostam de demonstrar sua força em belos combates físicos, mas é aberto para qualquer semideus. No cantinho da arena, há uma caixinha com um kit de primeiros socorros que contem band-aids, faixas e até mesmo um desfibrilador para casos mais extremos.


I. Os semideuses só podem treinar na arena se estiverem desarmados, e nunca acompanhados de seus mascotes.
II. Post’s com menos de dez linhas serão desconsiderados.
III. Cuidado com a gramática, pois está valerá boa parte de seus pontos.
IV. O máximo de XP conquistados nessa área é de 200.
V. É permitido apenas um post na arena por dia.
VI. É possível realizar treinos com NPC´s ou se você preferir pode dizer que duelou com algum outro semideus do fórum.

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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Drake Saltzman em Sab Jul 25, 2015 12:54 am




❝Arena


Às vezes é preciso tomar umas porradas pra acordar





Saltzman chegara ao acampamento há pouco tempo, e ainda não tinha se acostumado com aquela nova vida. Não que morar lá fosse ruim, até porque qualquer lugar seria melhor pra ficar do que com uma vadia louca que queria matá-lo.

Um tempo depois de ser apresentado ao local, caminhou sem rumo por toda aquela extensão, já que ainda não havia decorado tudo dali. Passara por diversos campistas - alguns até pareciam fofocar sobre ele, outros o olhavam de maneira estranha -, mas não dera atenção a nenhum. Ignorava a presença de todos aqueles seres ali, apenas procurando um lugar para se distrair. Até que em poucos minutos o encontrou.

Um enorme complexo com diversos campos, cada um com uma modalidade de treinamento. Não que fosse cria do deus da guerra, mas o jovem sempre sentiu uma afinidade com lutas. E talvez a arena fosse sua segunda casa - apesar de nem ter certeza sobre qual seria sua verdadeira casa. Dirigiu-se até a mais próxima dali, e ao ver semideuses lutando apenas com seus punhos, confirmou consigo mesmo que era ali que deveria ir. Drake não tinha armas ainda e tampouco domínio total sobre seus poderes, tudo aquilo era novo para ele. Primeiro precisaria dominar seu lado mortal, para depois o lado divino.

- E aí, moleque, tá a fim tomar uma surra? - Um homem se aproximou do filho de Nêmesis, com um sorriso que não combinava muito com a cicatriz no rosto. - Eu sou Tyler, filho de Ares e instrutor do treino de combate corpo-a-corpo.

No centro da arena, um semideus era carregado por outros dois, bastante ferido. O que estava no outro lado do campo de batalha também tinha seus hematomas, mas ainda estava de pé. A barreira climática do acampamento fazia sua parte deixando o céu limpo, e o sol brilhava intensamente naquela imensidão azul. Poucos ventos eram soprados ali, revelando um dia de calor. Drake arregaçou as mangas daquela camisa laranja que recebera ali, se preparando para o combate. Um outro garoto - que se revelara como Michael, também filho de Ares - se aproximou do recém chegado meio-sangue, chamando-o para a luta.

Drake respirou fundo, posicionando-se com a guarda alta. Pé esquerdo na frente do direito, mão esquerda na frente do rosto. O filho do deus da guerra deu o golpe inicial: um gancho de direita aparado pelo braço que defendia a face do novato. O filho de Nêmesis contra-atacou com o mesmo ataque seguido de um uppercut , mas ambos foram defendidos pelo adversário. Michael chutou a barriga de Drake, que recuou um passo. Lembrou-se de quando esfaqueou Jane naquele mesmo local, quando o ódio percorria suas veias, pulsava junto de seu sangue. Lembrou-se também que naquele momento ele se sentiu de verdade um filho da deusa da vingança. E jurou que a partir daquele dia não abaixaria a cabeça para mais ninguém.

Um soco do oponente fez com que Saltzman voltasse à realidade, rangendo os dentes e cerrando os punhos. Defendera outros dois golpes semelhantes, e seguira com um soco na orelha e outro no nariz da prole do deus da guerra. Daí em diante os dois trocaram socos por um tempo, até que a inexperiência de meio-sangue de Drake pesou, e ele caiu. Estava lutando com alguém que tinha talento nato sobre aquilo e que já tinha treinamento. Como poderia ganhar?

"Não, eu não vou desistir", pensava consigo mesmo enquanto se levantava daquele chão que parecia um dojo. "Até onde essa coisa de parentesco divino vai ganhar? Ele também é metade humano, assim como eu", concluíra. Raios solares atingiam seu rosto, e ele limpou o suor da testa. Poderia encharcar aquela camisa não só do próprio suor, mas também de sangue. Uma coisa que o filho da deusa da vingança não fazia era voltar atrás.

- Bate mais forte, porra. - Saltzman cuspiu no chão, se mantendo de pé.

O filho de Ares parecia ter ficado irado com aquilo, e partiu com ainda mais agressividade para cima de Drake, que tentava a todo custo se defender com seus punhos. Algumas marcas já eram evidentes no francês, mas ele ainda lutava, mesmo que estivesse em desvantagem. Michael acertou um soco na bochecha do filho de Nêmesis, que então sorriu. "Era essa aproximação que eu queria". Saltzman se esforçara ao máximo para continuar de pé, aproveitando o pouco espaço entre ambos para segurar com ambas as mãos a cabeça do adversário e reunindo o resto de suas forças para acertar uma joelhada na testa da prole do deus da guerra, que cambaleou. A cria da deusa da justiça caiu novamente, mas mesmo que quisesse se levantar, voltar à luta, sentia que não aguentaria mais. E o instrutor parecia saber disso, pois logo após o jovem tentar se manter de pé novamente, o segurou.

- Você quer apanhar mais, é? Guarda essa energia pra amanhã, aí pode ter a tua revanche. Mas até que não foi tão ruim pra um novato. - Tyler pegara um kit de primeiros socorros que havia no canto da arena, limpando alguns ferimentos com algodão, passando um spray e colocando band-aids em Drake.

Este vira que o oponente, apesar de estar de pé, também estava ferido, e sorriu ao ver o hematoma na testa do garoto.

- Até que consegui causar um estrago, né? Se preparara, moleque, porque depois que eu voltar aqui vou te arregaçar. Palavra do filho da deusa da vingança. - Saltzman deu um tapinha no ombro da cria de Ares, e então se dirigiu ao chalé dezesseis. Tomaria um banho, deixaria a água levar tudo aquilo. Se renovaria, para não perder a chance de bater de novo naquele garoto metido. E bater com vontade, porque a vingança é um prato que se come frio.


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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Ex-staffmoza1 em Sab Jul 25, 2015 1:30 am

Drake Saltzman
♦ - Parabéns por ser o primeiro por postar nesta arena. Como um local que requer uma boa descrição para fazer os treinamentos fluírem você conseguiu me fazer 'enxergar' a luta toda ocorrendo. A descrição psicológica de seu personagem foi estupenda. Só acredito que poderia ter dado uma descrição maior ao seu oponente, pois principalmente em uma luta franca isto faz uma diferença enorme. Encontrei apenas um erro de ortografia mas que não influenciou no entendimento.
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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Drake Saltzman em Ter Jul 28, 2015 1:52 pm



Vem, monstro!

O sol brilhava acima da colina, e a barreira mágica fazia seu trabalho deixando um clima perfeito no acampamento. Um céu azul, límpido, parecia até cenário daqueles dias perfeitos de desenhos animados - só faltava um sorrisinho no sol. Uma tentativa falha - pelo menos para Drake - de tentar passar felicidade aos campistas, aqueles que viviam ali procurando um abrigo, onde não seriam dilacerados por presas monstruosas. O jovem enxergava que aquela era sua realidade, e não uma utopia. Cedo ou tarde poderia ser expulso daquele lugar, iu até ele mesmo poderia sair. E para isso deveria ser forte. "Treinar, treinar e treinar. É disso que vivem os semideuses? Sempre lutando para ficarem mais fortes e em pouco tempo depois morrerem sem nem terem uma vida de verdade", pensava consigo mesmo.

Sem nada para fazer, a cria de Nêmesis faria o mesmo. Por mais hipócrita que fosse, mas ele ainda tinha contas para acertar lá fora. E, como filho da vingança, não deixaria barato. Mesmo sem ter orgulho, ele precisava daquela sua outra metade. E foi lá onde lutara pela primeira vez que ele iria. Porque o que Drake queria no momento era estourar a cara da Jane de tanto soco que ia dar naquela vadia. Ela poderia mandar até a guarda federal francesa inteira - com o dinheiro que roubou dele e de seu pai e aquele par de pernas mais apalpado que amostra grátis em loja de pobre - que Saltzman estaria disposto a decepar todos. Se alguma parte do seu corpo ficaria ferida, seriam as mãos de tanta porrada que ia dar.

Ele chegou à arena, sem arma nenhuma em mãos. Encontrava-se na sua parte preferida: a de combate corpo-a-corpo. Alguns rostos familiares eram perceptíveis ali, e caras novas também se faziam presentes. Lutas corriam por todos os lados, e o sangue, apesar de em pouca quantidade, marcava aquele solo. Sem mais delongas, a prole de Nêmesis se aproximou de Tyler, filho de Ares responsável por não deixar aquilo virar um puteiro. Com uma armadura simples e com poucas peças, de couro, mas também sem armas, o instrutor sorriu ao olhar o recém-chegado. A cicatriz em seu rosto sobressaltava-se na pele bronzeada, e o corte militar negro também dava uma aparência mais velha.

- Voltou pra apanhar mais? - A prole do deus da guerra levantou uma sombrancelha, encarando a cria da justiça.

Drake decidiu ignorar a provocação, retribuindo apenas o sorriso.

- Eu só quero saber onde tá aquele Michael pra eu fazer presunto dele.

E então, do meio daqueles campistas, um em especial se aproximou. A oele também era bronzeada, assim como o irmão instrutor, mas os cabelos eram loiros e os olhos azuis. Também era alto, e músculos sobressaíam sobre sua camisa laranja. Após trocarem umas provocações, ambos se direcionaram ao campo de batalha, e a luta se iniciou. Saltzman tomara a iniciativa e golpearam a garganta do adversário,  que após um recuo e uma tossida parecia normal. A cria da guerra atacava em seguida com gancho de esquerda, seguido de um de direita, mas ambos foram defendidos pelo francês, que seguira seu contra-ataque com um jab direto. Michael tentara um uppercut, porém Drake já havia cruzado seus punhos abaixo de seu queixo, defendendo o golpe. Respondeu com outro jab - dessa vez cruzado -, mas ambos ficaram no ar com a esquiva do oponente. O filho de Nêmesis seguia firme no embate, movido pela vingança. Sua cabeça estava tranquila, mas o resto do corpo em chamas. Ser filho do deus da guerra não garantiria uma vitória em todas as lutas. Mas mesmo se fosse assim, a cria da justiça estaria disposta a mudar aquela história.

Os dois meio-sangues trocaram socos por um tempo, em uma luta equilibrada. Esquivas eram realizadas, assim como golpes que acertavam em cheio - vindos de ambos os lados. Não só Saltzman era impulsionado por seu instinto feroz, pela sede de vitória, mas também o próprio filho de Ares, que além da sede de sangue herdada do pai, tinha um orgulho enorme. Outros semideuses haviam parado para observar o combate, mas eram todos ignorados pela prole da deusa da vingança. Seu foco era todo naquele garoto em sua frente. Tyler apreciava aquele confronto, e sorria. Com os braços cruzados, os músculos de seus braços se sobressaltavam, e mais cicatrizes em seu corpo eram perceptíveis. Michael tentara acertar a bochecha esquerda de Drake com um gancho, mas o novato abaixou-se rapidamente, quase como um reflexo; e apoiando as mãos no pescoço do inimigo, soltara uma joelhada em seu abdômen, com tamanha força que fizera a cria de Ares perder o fôlego, colocando a mão em tal lugar. Logo depois Drake aproveitou que o outro garoto levantou a cabeça, buscando ar, para acertar um uppercut em seu queixo, fazendo-o cambalear para trás, já meio tonto. Finalizou seu combo com um gancho de direita, derrubando-o de vez. A adrenalina tomava conta de seu corpo, e seu sangue parecia ferver. Estava descontrolado, parecia um sádico à procura do poder absoluto.

O filho de Nêmesis avançou contra o adversário, ficando por cima dele, com o punho cerrado, já armando um último soco - ou o primeiro de uma sequência de ataques. Mas não, aquele garoto no chão não era Jane. Sua vingança já estava feita, não precisava daquilo. E então ele abaixou a mão, respirando fundo enquanto fitava o oponente. Levantou dali e se ajeitou, se retirando da arena. E ao passar por Tyler, dera um tapinha amistoso em seu rosto, sorrindo. "Se liga que o próximo vai ser você".







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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Ex-staffmoza1 em Ter Jul 28, 2015 9:34 pm

Drake
- Tenho muito a comentar não, era o que eu esperava de ti na realidade, ótimo trabalho. Unica coisa que vou apontar é a atenção ao revisar o texto, encontrei alguns erros que te impediram de ter uma nota ainda maior.
"iu" "oele" "Saltzman tomara a iniciativa e golpearam a garganta do adversário"

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Última edição por Hércules em Sab Ago 01, 2015 10:38 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Drake Saltzman em Qua Jul 29, 2015 9:36 pm



UFC Long Island

Após vencer o filho de Ares, minha reputação tinha aumentado. Não que tivesse preocupado em ganhar faminha, sempre fugi dessa merda, desde pequeno. Isso que dava ter um pai ator e músico - apesar de ter já as interesseiras atrás de ti. Mesmo não sendo mais uma das proles da guerra, me identificava com aquele tipo de luta, talvez porque fosse preciso ter alguma habilidade assim para cumprir meu fardo de filhote da Nêmesis e sair espalhando a justiça e vingando a porra toda. Além disso, era um mascote do Thanatos, tipo o tal cara de capuz e foice. E para levar a vida dos outros, ser fraco não era uma opção. Até porque semideus fraco morria de cara quando saía da toca, onde tinha proteção - o Acampamento Meio-Sangue.

Os boatos sempre corriam de boca em boca, passando pelos ouvidos daquele lugar inteiro. Até que um chegou até mim. Não que desse importância para fofoca, mas esse me envolvia. Um moleque que era famosinho por uma sequência de vitórias se exibia para os outros, se achando o fodão mesmo. Chamava todos para briga, e acabava ganhando. Um dia me subestimou, e caíra na provocação. Mesmo sabendo que o politicamente correto seria não dar ouvidos, talvez meu ego fosse maior. E minha cabeça quente não me deixava superar o fato de que um filho da puta tava brincando com a minha cara. Até porque eu nunca fui o garoto certinho.

Saí do meu chalé, apenas com uma camiseta preta e um short da mesma cor. Sem arma nenhuma, me garantiria apenas com os punhos. Chegando à arena, Tyler me reconhecera e se aproximou.

- Sei o que vai fazer. Mas você sabe com quem tá se metendo? - Perguntara, me encarando.
- Não faço a mínima ideia de quem seja o cuzão, mas ele também não sabe com quem tá mexendo. - Respondi com um sorriso forçado no rosto.
- Drake, presta atenção. - O instrutor prosseguiu após fazer uma pausa com a minha resposta. Parecia pensar no que ia dizer, embora não fizesse a mínima ideia do que passava na sua mente. - Ele é diferente dos outros. Geralmente os lutadores daqui são filhos de Ares ou Hércules, que têm mais força, mais corpo e resistência pro trampo. Mas esse cara é filho de Hermes, tem muito mais agilidade que os outros. E se aproveita disso pra ganhar. Então toma cuidado, mantém a guarda alta, e cansa ele. Não tenta disputar na velocidade, naquelas trocas de socos que tu vai perder. Se concentre e dê golpes firmes. Poucos, mas fortes e precisos. - O veterano olhava nos meus olhos. Embora não fôssemos lá grandes amigos, eu admirava aquele cara, e ele parecia me respeitar. - Ah, já ia esquecendo: se liga no primeiro golpe. Se te pegar em cheio, vai sair em desvantagem.

Chegando ao campo de batalha, vi que o tal semideus estava lá, se sentindo o reizinho, cujo reinado estava pronto para ser destruído pelo bastardo de Nêmesis. O garoto me olhava com o canto dos olhos, queixo levantado, sorriso de desdém. Típica cara de cuzão. Parecia um playboyzinho, daqueles que gostam de se sentir mesmo. Cabelo preto todo penteado para o lado, chegava a brilhar. A pele não tinha nenhuma espinha, cicatriz ou hematoma de luta, era lisinha como um golfinho. Com um porte atlético, tinha a altura próxima da minha. Usava roupas de marca, e se meu nariz não tava enganado, parecia que a marica estava usando perfume. Porque apanhar cheiroso era para poucos.

- Relaxa que vou bater fraco, tá? - O garoto dissera ao me aproximar. Confesso que ao ouvir sua voz tive vontade de rir, e me perguntei se aquela Coca era Fanta.
- Pode vir, monstrão. - O respondi o mais másculo possível (o que não foi difícil, comparado ao outro semideus), tentando passar a impressão de que o time que ele parecia jogar eu passava longe.

Em seguida o confronto fora iniciado, e acabei pagando para ver que dentro do tatame o cara não era tão mole. Seu primeiro golpe fora um jab tão rápido que mal pude me defender - uma dádiva dos ninjas -, e seu corpo voltara ao local onde estava sem antes perceber. "Então você bate e recua na velocidade da luz? 'Cê' é o bichão mesmo hein, doido", foi o que pensei. Lembrei-me do que Tyler dissera sobre aquele ataque, e tentei não pensar naquilo. Além do mais, já estava acostumado com a desvantagem. A luta seguia dominada pela cria de Hermes - que nem o nome eu sabia -, que seguia atacando, e eu só defendendo. Ganchos, jabs e até joelhadas eram "descarregadas" em mim, que resistia a cada segundo. Estava dando ouvidos ao conselho do instrutor, apesar de não confiar totalmente não só nele, mas em ninguém. A confiança era uma arma, e quando dada a alguém, essa pessoa poderia apontá-la na sua cabeça e o destruir quando quisesse.

Mas não dava para segurar aquilo o tempo todo. O garoto sabia bater, e ficar o tempo todo só me segurando não era nada legal, ainda mais com toda aquela provocação que se mantinha. Eu perdi a cabeça, confesso, mas aquele mauricinho precisava de umas boas porradas. Começara com um cruzado, bem em cheio para ficar esperto. Em seguida preparei um gancho de direita, mas o cara já tinha se ligado. Ele sorriu e esquivou do golpe, e depois foi desviando também de todos os outros que eu dava. Depois do último ataque, o filho do deus dos ladrões revidou com um uppercut que me desnorteara, já cansado. Continuou atacando sem dó e nem piedade, e eu tentava me proteger, embora só enxergasse vultos. Pelo menos ele ia pra cima, não tinha perdão. E era exatamente assim que eu era.

O garoto se empolgou demais em seus socos rápidos e esqueceu da sua guarda; eu tentei ao máximo me concentrar e larguei o pé no peito dele, como um empurrão. Passei a mão no rosto, aproveitando a distância para corrigir minha postura e respirar fundo. Procurava as forças que tinham me restado e iria descontar toda a raiva naquele moleque. Nêmesis era conhecida como "A Inevitável", aquela que punia os que tinham muito orgulho, se vangloriavam e se achavam demais, botando todos aqueles bostinhas em seus lugares. A mãe perfeita para abençoar um filho naquele momento, embora não tinha esperanças que uma deusa pararia tudo o que estava fazendo de importante (ou ao menos levantaria sua bunda de seu trono onde não fazia nada) para dar atenção a mais um de seus incontáveis e amados filhos.

O adversário corria, se aproximando, e tratei de voltar a ficar na defensiva. A cada sequência de golpes dele, eu respondia com um soco "seco" - rápido, suave e preciso, porém forte. O tempo que passava sem golpear servia para "recarregar" o próximo ataque, e assim prosseguia aquele confronto. Até que fiz algo diferente: chutei a lateral do seu rosto, o que o fez finalmente parar. Aproveitei para revidar com outro chute, mas que mais parecia um daqueles golpes de taekwondo e uma joelhada com a outra perna, formando algo semelhante a um cruzado. Dessa vez era o oponente que se defendia, como se estivesse em posição fetal. Com o cotovelo, atingi sua nuca, e o gancho de direita o derrubou. Naquele instante, os que olhavam o combate se silenciaram. Tyler correu, invadindo o espaço reservado aos lutadores, e fora atender o semideus caído, que parecia inconsciente. Depois de ver aquilo, apenas saí de cena, procurando algum outro rumo. A punição já estava feita.







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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Psiquê em Qua Jul 29, 2015 10:51 pm

---- Drake
Well... Gostei muito do seu treino. Você soube passar bem a personalidade do seu personagem, algo que é bem legal de ser explorado, principalmente quando se está narrando na 1ª pessoa, mas que muita gente esquece de fazer. Também conseguiu descrever o treino muito bem, me fazendo ter uma boa visão do que realmente acontecia.
Enfim, não achei muitos erros e o treino está ótimo.

• Agora vamos lá pros Awards....
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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Jackson Führman em Sex Ago 21, 2015 7:58 pm




Get in the ring


Não fazia muito tempo desde quando chegara ao acampamento, mas a arena era o lugar que eu mais frequentava, onde me sentia em casa. Não porque era mais um dos esquentadinhos do chalé de Ares, mas aquilo me atraía. Estava acostumado com todos aqueles treinos na base militar russa.

A vida em Moscou não se diferenciava muito da em Nova Iorque: em ambos os lugares tinha que lutar para sobreviver, me refugiando num local onde se concentram caras como eu. Seja para enfrentar humanos inimigos ou criaturas mitológicas esfomeadas, era tudo a mesma merda. Afinal, quem não irá dizer que talvez o próprio monstro seja o homem?

Alguns garotos debatiam-se naquela arena, com hematomas em diversas partes do corpo. Um sorriso se formou no meu rosto, lembrando-me do instituto russo. Até que, antes mesmo de procurar um adversário, senti uma mão sobre meu ombro, parando-me. Um campista que também sorria estava ao meu lado, com um tapa-olho. Era careca, mais ou menos minha altura, com músculos definidos e cicatrizes dividindo espaço na sua pele clara. Aparentava ter por volta de dezoito anos.

Um instrutor se aproximou, explicando regras básicas daquilo - já que era minha primeira vez ali. Em seguida, já numa espécie de tatame, o confronto começou.

Iniciei com um jab direto com a mão esquerda e ele esquivou, seguido de um gancho que me acertara em cheio, pra ficar esperto. É, não dava para guardar esforços com aquele moleque. Retribuí com um cruzado, mas seus braços interceptaram o golpe. Acertou a sola do pé no meu peito, fazendo-me recuar uns passos. Praguejei baixo, fechando os punhos enquanto avançava. Distribuímos alguns socos, a maioria interceptado por nossos braços. O suor descia do meu rosto, percorrendo meu pescoço e o resto do corpo, caindo ao solo. Nenhum vento mais passava ali para refrescar o local, e o sol parecia cegar os olhos de quem olhasse para o céu azul e límpido. Com aquele ritmo intenso de troca de jabs e ganchos, parei para defender apenas por um instante, estudando sua frequência de ataque. Até que, ao observar bem o padrão de seus movimentos, adiantei um dos socos para realizar um uppercut, seguido de uma meia lua com chute na lateral de seu rosto. O garoto cambaleou por um instante e, sem piedade, avancei com uma joelhada em seu abdômen, seguida de outra em sua testa. Prossegui o "combo", aproveitando que já estava desnorteado, com uma cotovelada, finalizando-o então com um chute com toda a força que pude reunir na minha perna (e confesso que me segurei para não gritar "This is Sparta!").

Em seguida, dei de ombros, vendo o oponente no chão e o instrutor se aproximando dele com o kit de primeiros socorros. Virei-me e segui para outra parte da arena, com uma espécie de sorriso sádico no rosto. Era hora de testar novos brinquedos.



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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Ártemis em Sex Ago 21, 2015 10:01 pm

Niklaus


Achei seu treino um tanto curto, embora sua narração tenha me envolvido ao decorrer do texto. A introdução não precisa ser tão grande assim, pois como dita seu nome, é apenas uma introdução. Tente detalhar um pouco mais seus movimentos e de seus adversários, sempre recordando que embora seja uma prole de Ares, ainda é um novato e de pouco conhecimento em relação ao acampamento, por assim dizer. Em geral, nenhum erro muito chamativo fora encontrado.

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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Yuri Domachesky em Qui Set 03, 2015 1:17 am



TREINOdeMARCIALartes marciais, treino, quione
Remexeu os ombros, inquieto, aproximando-se da bancada marmórea e recolhendo o par de luvas acolchoadas dispostas sobre o móvel. O intelecto de Yuri ditava que seria necessário, por mais que todas as suas idealizações fossem contra a atividade lícita; treinar seu potencial físico, seria no mínimo, necessário. Combates armados não se mostravam suficientes por si só, uma vez que nem sempre estaria munido com algum equipamento ofensivo – seus punhos e pernas, tal como todas as ramificações de sua anatomia teriam de servir na tal ocasião. Este pensamento o fez respirar, expelindo uma lufada de ar por entre as narinas dilatadas. Compartilhava razão com seu raciocínio.

Após acomodar os punhos no interior das luvas de boxe, observou o revestimento cor carmesim do utensílio. Era bonita, em suma e, com movimentos desleixados contra o ar, notou o quão flexível elas deixavam os seus golpes. Leves, maleáveis, ótimas para um breve treinamento marcial; assim pensou. Abanou o rosto, relaxando os músculos dorsais com agitações extensas dos braços e do pescoço, mantendo-se totalmente em harmonia para que se compenetrasse em seu afazer.

Andejou na diretriz do robusto sacolão que pendia de um gancho acoplado no teto da área designada para a prática do esporte, cujo interior estaria preenchido com quilos de areia refinada, ótimo para amortecer os impactos que iriam ser sucedidos pelo mais jovem ou, para se assimilar a um alvo - embora não soubesse de certo em quem iria transitar suas agressões físicas.

Segurou firme o equipamento entre as mãos, o deixando equilibrado e só então untou as mãos defronte o rosto, como quem defendia a própria face, um movimento típico provindo do tal estilo de luta; posição em guarda, como seria conhecida por seus adeptos. Gingou para um lado e para o outro, iniciando a dança ofensiva e não demorou a curvar o braço no ar, aplicando um soco potente contra o saco, que pestanejou e sacolejou, precariamente.

Domachesky voltou alguns passos, balançando a cabeça freneticamente e então agachou-se, assimilando-se ao pêndulo, outro movimento do boxe. Soergueu outrora o dorso, como quem esquivava de um suposto ataque e ergueu o pé com força, aplicando a região da patela contra a parte inferior do equipamento, fazendo-o tremer de forma mais retumbante.

Havia adquirido um pouco de precisão em seus golpes e sua condição física estava um tanto ampliada, devido os exaustivos treinos de precisão que havia recorrendo nos dias antecessores, sem contar que, com um pouco de pesquisa instrutiva, reconhecera um pouco do estilo de combate qual agora trabalhava, o que lhe permitia por em prática os ínfimos ímpetos que tanto gostaria de experimentar.

Respirou fundo e tornou a gingar, dessa vez, saltitando em seu próprio eixo. Ergueu o punho de baixo para cima contra o alvo, sentindo a força do impacto enchê-lo de júbilo, logo tornou a fazer o mesmo movimento, repetindo-o apenas para tornar a sentir a notável sensação de gozo pela violência – mesmo que esta não fosse a sua real motivação. O tão famoso gancho lhe era, sem dúvidas, um ótimo precedente em uma disputa corpo a corpo.

Voltou a cintura para trás e trouxe o ombro para frente, tentando trabalhar então o punho esquerdo; lado do corpo qual mais notava dificuldade de movimentar devido sua falta de coordenação motora necessária. Errou o alvo, arregalando os olhos, surpreso como poderia ter realizado tal feito sendo que este se encontrava a poucos centímetros, defronte a sua silhueta. Franziu a testa e tentou uma reprise, soerguendo o punho canhoto diretamente contra o sacolão. A força fora amena, o que o fez bufar. Seria meio impreciso tentar treinar o que mais lhe era falho.

Confortou-se no próprio lugar e então balançou o quadril para o lado, ponto em intento o cruzado contra o saco de pancadas. Extravasar suas energias ali era deveras aliviador, como se a cada soco, chute e esquiva uma parte de suas preocupações se desprendesse de sua mente e se esvaísse por entre a queima de calorias, exaurindo pelo ar.

Apalpou a sacola com os dois punhos, segurando-a diretamente e então subiu o joelho direito, golpeando o equipamento consecutivas vezes. Realizou o mesmo com o esquerdo, embora a precisão não fosse tão notável – não que ligasse muito, queria apenas se sentir disperso, alheio à própria vida; joelhada voadora, se bem recordava. Sorriu, tentando outra vez, dessa vez, alcançando um ponto mais alto do percurso, quase saltando.

Retesou alguns passos e bailou, dando pulinhos aleatórios de um lado a outro em frente ao alvo; içou o corpo para trás e soergueu a perna, aplicando uma solada na base do equipamento que retiniu, pendendo de um lado a outro. Chute frontal, o que mais lhe pareceu favorável, de qualquer lado do corpo que utilizasse.

Gotículas de suor acumulavam-se no próprio cenho, deslizando por entre as laterais da face, advertindo sobre seu desgaste mútuo – havia atravessado sua linha de resistência, entretanto, Yuri queria mais, queria de fato se desvanecer, aplicando um pouco mais de esforço. Afinal, não era assim que os atletas se sobressaiam em suas modalidades? Que venciam suas barreiras? Dando mais de si?

Arfou, voltando a repetir todos os golpes antes testados até que, acabou cedendo, apoiando a testa contra o saco revestido por areia; o ar lhe escapando com dificuldade por entre os lábios entreabertos. O peito subindo e descendo, descompassado. Podia até mesmo ouvir o pulso bater forte contra o ouvido; estava acabado, na linguagem popular. Sorriu, afoito. Podia encontrar-se desgastado, mas nunca se sentira tão leve.

— Muito bem! — disse a si mesmo, elogiando o próprio conhecimento adquirido e, seu trabalho físico. — Farei novamente uma outra vez, isto é muito bom. — socou de leve o sacolão e afastou-se, ainda respirando de forma pesada. Jogou-se no chão para recuperar o fôlego e ficou admirando o céu azulado, tomado pelo sol que já quase se punha no horizonte, radiante, antes de deixar o recinto e partir para uma boa ducha.


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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Juno em Sab Set 05, 2015 9:36 pm

Avaliação


Boa noite,
Yuri.

➸ Um tanto quanto curto o seu treino, sei que você poderia se esforçar mais e criar algo bem melhor. Porém, gostei bastante da tua narrativa, soube descrever bem teus golpes e o que ocorria logo após, visto que é a sua iniciação em combate corpo a corpo, não abusou da sua força física e muito menos do seu estado, parou exatamente na hora em que deveria parar. Parabéns.

XP ganho : 120

Atualizado por Psiquê



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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Juliette Hölstteim em Dom Jan 24, 2016 2:24 am


fight club part one
desculpa to com sono nem revisei me da xp nunca te pedi nada
Em volta de ambas as mãos, uma fina camada de gaze havia sido enrolada visando o próximo passo da progênie de Hades: a ascensão. Espírito oriundo de seu sangue nobre advindo da parte materna de sua família, Juliette não contentava-se em ser fraca ou indefesa, principalmente quando tratava-se daquele mundo. Os cabelos amarrados em um rabo de cavalo tornava ampla a visão do belo rosto da semideusa, e suas vestes simples, camiseta regata branca e shorts jeans, tornavam visível a silhueta esbelta de seu corpo. Sob a cabeça, o sol do da tarde brilhava, causando calor descomunal que começava a fazê-la suar. Suspirou, aliviada, ao adentrar a sombra da arena de combate corpo-a-corpo.

Primeira regra: você não fala sobre o Clube da Luta. As palavras palpitaram em sua audição como se alguém tivesse mesmo proferido-as perto de Juliette. O filme era extremamente motivacional quanto àqueles detalhes. Fora de lá que surgira a ideia de chegar para treinar. E, para a sua sorte, o âmbito não encontrava-se cheio. Tirando a presença imponente do que deveria ser o tutor daquele tipo de combate, só havia mais três pessoas para partilhar o tatame junto com a morena. Os olhos azul-cinzentos perscrutaram as feições alheias, demarcando os traços faciais da ruiva, da loira e do rapaz de porte militar. Eram os únicos presentes para aprender a arte de se agarrar no chão sem a finalidade de transar. A atenção de Julie, após isso, voltou-se para o tutor, cuja idade não diferia-se muito da maioria dos frequentantes do Acampamento. O corpo másculo e musculoso, bem definido sob a camiseta escura, a pele bronzeada e os traços duros do rosto, mesclados ao corte de cabelo militar, levou a filha de Hades a inferir a ascendência divina do homem. Ares, com certeza.

Connor, filho de Ares — murmurou o mesmo, tornando as suposições da garota verídicas. O tom escorregadio porém sucinto comprovou que sua metodologia tratava-se mais de ação do que explicação. Juliette sentiu os olhos de Connor passarem suavemente sobre ela, deixando um rastro pesado conforme passou adiante, analisando os outros semideuses. — Não vou perguntar o nome de vocês. Vão tornar-se conhecidos conforme frequentarem minhas aulas, como Josh — ele apontou para o jovem ao lado da garota loira. — Então, comecemos. Josh.

Era fácil perceber a semelhança entre os dois, embora Josh parecesse muito menos experiente sendo prole do deus da guerra do que Connor. Foi uma luta rápida que findou-se com Josh jogado ao chão, preso por um ataque do tutor. Os movimentos eram ágeis, esquivos e forçudos, qualidades com as quais Juliette fora abençoada, graças aos deuses. Prestou atenção e repassou os movimentos que Connor demarcara, uma vez que teria de repeti-los com uma das meninas. Por fim, o tutor voltou-se para elas.

Você — apontou para a ruiva, cujos cabelos rubros escondiam as sardas de seu rosto de nariz proeminente ao curvar a cabeça. Ela elevou sua atenção imediatamente, as bochechas corando levemente. O corpo de Connor virou-se bruscamente para Juliette. — E você.

Juliette pôs-se de pé. Estalos os dedos enquanto encarava a aparência frágil da outra garota, um sorriso cínico envolvendo os lábios da filha de Hades. Cantar vitória não era de seu feitio, porém, quando estava tão evidente, era quase impossível. A contagem regressiva veio através da voz grave de Connor, demarcando o início da luta. Três... Julie pôs-se em formação, a mesma que o tutor havia adquirido segundos antes de seu próprio combate começar. Dois, um...

O primeiro movimento partiu de Juliette, que jogou-se contra a sua adversária. A mão erguida, pronta para dar-lhe um soco em cheio contra o olho, foi facilmente aparada e o movimento voltou-se contra a filha de Hades. O semblante interrogativo tomou conta da feição da morena ao ser arremessada de volta para o seu posto pela pequena ruiva, que agora sorria amplamente com seus dentes tortos. July ditou-a por um momento, recobrando a consciência de que estava ali para ganhar. O segundo ataque viera da ruiva, um soco direto, alto, o qual a filha de Hades aparou com certo desequilíbrio. Um passo para trás ela deu, mostrando que sua defesa deveria ser mais enxuta, mais firme.

Julie aproveitou a aproximação da ruiva para avançar contra ela em uma segunda tentativa. Claramente a adversária havia esperado um ataque superior, vindo das mãos de Juliette, porém enganou-se. Com uma perna, a filha de Hades bateu com força, sentindo as canelas colidirem em uma explosão de ardência. Todavia somente a ruiva caiu no chão. A morena, entretanto, jogou-se sobre ela pelo combate.

O suor de ambas se misturou enquanto as duas rolaram sobre o piso levemente almofadado. Pele contra pele, o calor dos dois corpos entrelaçados se cruzando. Parecia, sim, sexo, não fosse os socos que vez por outra via-se sendo desferidos. Um punho cerrado fez-se ser visualizado no antes de atingir um alvo, e um uivo escapou do bolo se garotas enroladas no chão. A voz de Juliette se sobressaiu, carregada pela dor do golpe recebido bem na boca do estômago.

Pausa — a voz de Connor fez-se ser ouvida. A ruiva saiu de cima da filha de Hades, que permaneceu deitada sobre o tatame. A visão voltava gradativamente ao normal depois do golpe desferido com maestria e força. O maxilar da garota moveu-se suavemente, como sempre fazia quando estava com raiva.

Caroline — disse uma voz próxima a ela. Só então viu que Josh havia se aproximado e se agachado ao seu lado. Falava em sussurro, quase como uma confidência. — Ela é tão veterana aqui quanto eu. Sem chances de vencer assim.

Juliette rosnou e ergueu o tronco dolorido quando Josh se afastou. Connor havia mandado Caroline de volta ao tatame. A ruiva agora exibia um sorriso cínico em seus lábios rachados. Um filete de sangue descia de um corte sobre a sua sobrancelha, provocado por um dos ataques de Juliette que fora efetivo. A própria prole de Hades deveria estar machucada, embora a adrenalina recorrente em seu corpo não a deixasse sentir muita coisa. Levantou-se rapidamente, aguardando a contagem do tutor.

Três, dois um.

Caroline avançou. Juliette desviou. Soco de direita, soco de esquerda, Juliette desviando. A ruiva repetira os mesmos movimentos, sentindo que o peso pendia mais para um lado do que o outro. Provavelmente ela a acertara no ouvido, e agora estava confusa. Caralho. Era a sua vez de avançar. Só queria acertar a adversária, então jogou-se contra ela. Desajeitadamente, acertou-a no maxilar, empurrando-a para trás. Seu próprio peso pendeu para frente e ambas caíram novamente, Juliette por sobre Caroline. Outra briga abstrata, ambas enrolando-se no chão. O sangue esfriou quando sentiu outro soco na boca do estômago, e, desta vez, Julie sentiu o almoço voltar. Deu tempo de arrastar-se para fora do tatame antes de colocar tudo para fora. Os braços fraquejaram, bem como as pernas.

Chega por hoje — Connor urrou, como se estivesse bravo. — Já lhe disse para tomar cuidado com o local onde bate, srta. Everlock! — trovejou, voltando-se para a ruiva de maneira imponente. — Limpe. E você — virou-se para Juliette, que encolhia-se a um canto. — Amanhã. Mesmo horário. Não coma muito.

Com isso, ele deixou o local, seguido por Josh e pela loira que não fizera nada além de assistir a tudo. Não demorou-se para que a progênie do deus do submundo levantasse, pegasse as suas coisas e saísse, de cabeça baixa. Em sua mente, gravara o rosto da megera. O nome. Os movimentos. Ah, como Juliette é vingativa.


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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Ex-staff122 em Dom Jan 24, 2016 2:41 am


AVALIAÇÃO


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GRAMÁTICA 99/100 (1 = 1 Erros avaliados)
COERÊNCIA E COESÃO 25/25
COMPROMETIMENTO 25/25
AUTENTICIDADE 50/50


Então, amada Juliette. Seu texto seria impecável se não fosse um breve erro exatamente no início de sua postagem; entretanto, não lhe trará descontos em seu XP. Foi uma falha muito sutil, nada que dificultasse a leitura ou prejudicasse a estética. Continue assim.

I. "Em volta de ambas as mãos", o correto seria "Envolta".

atualizado por nyx ♥
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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Lara Polli em Dom Jan 24, 2016 8:11 am



"Treino de combate"


Conforme terminava de enrolar a faixa protetora em torno das articulações dos dedos, aproximava-me de um dos sacos de pancada colocados no canto da arena, pronta para praticar os primeiros golpes sem utilizar arma alguma. Dando dois socos com uma mão na outra, os olhos azuis elétricos encaravam o tecido e finalmente dei dois golpes de leve contra o saco de areia dependurado no teto, fazendo com que as sobrancelhas se unissem sutilmente em reação. Porém, sendo filha de Zeus, recusava a me deixar abater por isso.

Afastando as pernas e as flexionando de leve, uni as mãos em frente ao rosto fechando a guarda e comecei com golpes rápidos e leves, apenas para um aquecimento, usando as partes externas do punho. Alternava de mão em mão o mais rápido que conseguia, sempre lembrando de proteger a guarda do rosto. Se a destra batia, a esquerda estava erguida em frente ao rosto e vice e versa. As repetições se seguiam, até que decidi mudar de exercício.

Mantendo a guarda ainda alta, deferia dois diretos contra o saco de pancadas, seguido por um cruzado, enquanto o barulho de minhas mãos se chocando na areia socada dentro do tecido ecoavam pela arena. Emendando com um soco vindo debaixo contra o que deveria ser o diafragma de meu oponente, permanecia fazendo a mesma sequência, uma atrás da outra. A cada novo soco, os músculos do tronco e dos braços se tensionavam e tentava manter o peso oscilando de um pé para o outro, seguindo a regra de investidas. Quando estava por dar um soco, apoiava meu peso sobre o pé dianteiro e, quando pretendia recuperar o fôlego, no traseiro.

Conforme as repetições seguiam em frente, os fiapos escuros como o breu já começavam a colar em minha nuca pelo suor e minhas bochechas já começavam a demonstrar sinais de cansaço pela vermelhidão, mas estava na “vibe” para continuar, recusando-me a fazer uma pausa. Passando agora para uma sequência de dois diretos seguidos, segurei por um único lado o saco de pancadas, deferindo três joelhadas seguidas ao jogar a perna de trás contra ele, apoiando meu peso na dianteira. Rapidamente me afastei, tentando manter-me sempre em movimento com a oscilação de peso de uma perna para a outra e a guarda jamais baixa. Lançando a perna traseira novamente em direção ao saco de pancadas, dei mais um chute frontal, empurrando-o para longe e apoiando o pé imediatamente de volta ao seu lugar, observando o oscilar do saco. Quando esse vinha de volta na minha direção, não pensei duas vezes antes de lhe acertar com mais um direto na altura que equivaleria ao rosto de meu adversário caso tivéssemos a mesma altura.

Dando a primeira pausa no treino, caminhei até a arquibancada onde peguei do chão a toalha e a Squeeze de água que havia levado comigo e deixando de canto quando cheguei. Com o pano, secava o suor do rosto e dos braços rapidamente, de forma desleixada e então entornei o bico da garrafa na boca, dando um longo gole. Contudo, fora nesse momento que algo chamou minha atenção. Um grupo de campistas, provavelmente proles de Ares, em um canto cantando vantagem sobre suas habilidades de luta. Ainda com o bico em meus lábios, arqueei uma das sobrancelhas os observando de soslaio e, assim que me hidratei, enrolei a garrafa novamente na toalha, colocando-a no chão. Talvez estivesse perdendo a consciência das coisas (o que era bem provável), mas tinha ideias sobre um pequeno duelo com um deles e jamais aceitava um “não” como resposta.

Com um sorriso presunçoso no rosto, caminhei até o grupo e cruzei os braços diante do peito, analisando um por um com o mesmo olhar de gelo característico de minha personalidade e uma das sobrancelhas levemente arqueadas e um meio sorriso lateral. Não foi preciso que eu dissesse nada de minha parte já que, em poucos instantes, uma garota musculosa fez dianteira, dando uma risada entre dentes.

— Está olhando o que, novata? Quer beijar o tatame?

Perguntou e apenas alarguei o sorriso, indicando o espaço de lutas para que ela passasse. Como de previsto ela caminhou de forma orgulhosa e risonha até o centro do tapete de lutas, sendo seguida por mim. Tradicionalmente, assumimos a posição defensiva afastando sutilmente as pernas flexionadas e fechando a guarda do rosto com os punhos próximos à face. Os pés se moviam rapidamente pela arena, realizando movimentos circulares, enquanto uma parecia tentar analisar a outra, até que finalmente o primeiro ataque foi feito. A prole de Ares acertou em cheio meu rosto com um cruzado, fazendo com que eu cambaleasse alguns passos para o lado, piscando com força algumas vezes para recuperar o foco.

Abrindo os braços para os irmãos, ela cantava já vitória jogando beijos e fazendo referências, momento de brecha que eu seria idiota se perdesse. Rapidamente, aproximei-me dela pelas costas, ainda na posição e lancei a perna de trás, acertando um chute em suas costas, fazendo com que ela tropeçasse alguns passos para frente. Havia provocado-a além do limite da paciência inexistente no chalé de Ares. Os olhos escuros, com um brilho assassino, focaram-se em mim e ela apenas murmurou.

— Você é uma semideusa morta…

Então, as coisas começaram a passar de forma mais rápida do que conseguia assimilar, só sabia que precisava ser veloz para continuar em um único pedaço. Golpes vinham da direita, da esquerda, a maioria me acertando em cheio no rosto e especialmente em meu estômago, com chutes me empurrando para trás. Por mais que os eventos acontecessem com extrema velocidade, minha visão turva assimilava tudo em câmera lenta. As vozes começavam a se difundir com as risadas de fundo vindas dos irmãos da garota, até que acabei por tombar no chão de bruços, após um último golpe, tendo um zumbido invadindo meus ouvidos.

Dizem que quando se derruba uma prole de Zeus, deve-se estar preparado para o que vem quando ela se levantar. E estava pronta para comprovar a todos os presentes que esse ditado era verídico. Levando a mão até o canto da boca, sentia gosto de sangue em minha língua e, com dificuldade, me levantei, ainda tonta. Os olhos azuis se estreitaram, ao ver a garota se virando na minha direção após mais alguns instantes de comemoração com seus irmãos e abrindo os braços, tendo no rosto um sorriso debochado.

— O que? Ainda quer mais?

Nem ao menos dignifiquei uma resposta para a campista. Ao menos, não uma verbalizada. Apenas me coloquei novamente na posição defensiva e esperei que ela fizesse o mesmo. O primeiro cruzado realizado por mim passou por cima da cabeça dela que foi abaixada em uma atitude defensiva, aproveitando-se de meu deslize para realizar um soco vindo debaixo na direção da boca de meu estômago. Curvando meu tronco, tratei de retomar a luta logo, não deixando que ela saísse dessa posição. Apenas deslizei sutilmente o corpo para o lado aguentando os socos enquanto deferia chutes na região do diafragma dela.

Ficamos agarradas assim por alguns instantes, nessa troca incessante de golpes, até que ambas se soltaram e demos dois passos para trás, recuperando o fôlego dos golpes e reassumindo as posições defensivas tradicionais da luta corporal. Cada vez que ela se aproximava novamente de mim, dava pequenos socos no ar, na altura do seu rosto, para mantê-la afastada até que conseguisse visualizar algum ponto fraco em sua defesa, varrendo seu corpo com o olhar.

Flexionando um pouco mais as pernas, tentava, de forma sorrateira, estender a dianteira mais para perto sem que o tronco precisasse se aproximar tanto assim, dando pequenos chutes na lateral de seu joelho. Instintivamente, uma das mãos dela abaixava tentando proteger a região, mesmo que os olhos escuros e cruéis continuassem fixos em mim. Foi então que a ideia me acertou em cheio na cabeça sobre como conseguir abrir sua guarda. Continuava com as tentativas de chutes, constantes, perseguindo-a em uma lenta brincadeira de pique pela arena e, a cada vez que ela abaixava a mão para proteger seu joelho de perder o equilíbrio da base, abria sua guarda. Não desperdiçava nem mesmo uma dessas oportunidades preciosas, acertando cruzados na sua têmpora.

Não conseguia aplicar tanta força assim, mas percebia que esses pequenos golpes, um por um, contribuíam para que ela começasse a ter uma sensação vertiginosa tomando conta de seus sentidos, incentivando-me a aumentar a velocidade com a qual aconteciam. Não demorou muito para que ela estivesse completamente tonta e atordoada, lutando para se manter sobre os próprios pés na arena e, por mais que tentasse me acertar com mais golpes, essa sensação diminuía seus reflexos, tornando mais fácil de desviar dos mesmos. Em seguida, foi necessário apenas mais um soco cruzado, agora mirando com força na região do encaixe da mandíbula, para levá-la ao chão e a luta se dar por encerrada.


Off:


x Desculpem o tamanho da postagem, fiz na correria. Mas, mesmo assim, tentei "ferrar" o máximo possível com a personagem e passei no corretor duas vezes.
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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Ex-staff122 em Dom Jan 24, 2016 10:38 am


AVALIAÇÃO


144XP de 200XP
HP 50/100
MP 65/100

GRAMÁTICA 44/100 (1, 10, 10, 10, 10, 15 = 6 Erros avaliados)
COERÊNCIA E COESÃO 25/25
COMPROMETIMENTO 25/25
AUTENTICIDADE 50/50


Pude ver seu comprometimento com seu texto, Lara, e devo dizer que gostei muito da forma como desenvolveu todo o ambiente, e os NPCS. Erros gramaticais foram exclusivamente de pontuação e concordância, além de repetições, mas não por falta de preocupação, e sim de manejamento de seu vocabulário. Você seguiu com todas as passagens de forma coesa, sempre com muita coerência de fronte à sua situação. Devo admitir que se não fosse o cenário, eu teria descontado pontos de sua autenticidade; essa trama de ir pra Arena e lutar com progênies de Ares já passa pela cabeça de todo avaliador. Tente se renovar com âmbitos novos, sempre.

I. "Guarda do rosto", ou "Guarda", ou só "Rosto" muito repetidos ao longo do segundo parágrafo, e do texto, por volta do quarto parágrafo. Não que houvesse muitas opções para pudesse de descrever suas sequências, mas vá atrás de formações mais abrangentes, para que mesmo que a repetição esteja lá, deixe a estética e a fluidez igualmente harmônicas. Ter um termo repetitivo ao longo de uns parágrafos não precisa ser necessariamente um erro.
II. Repetição do termo "Oscilatório" no quarto parágrafo.
III. "e jamais aceitava um “não” como resposta", o correto seria "e jamais aceitaria um “não” como resposta".
IV. "Com um sorriso presunçoso no rosto, caminhei até o grupo e cruzei os braços diante do peito, analisando um por um com o mesmo olhar de gelo característico de minha personalidade e uma das sobrancelhas levemente arqueadas e um meio sorriso lateral.". Senti falta de vírgulas ou pontos, e a ausência deles deixou a leitura desse trecho cansativa. Tente algo como: "Com um sorriso presunçoso no rosto, caminhei até o grupo e cruzei os braços diante do peito, analisando um por um com o mesmo olhar de gelo característico de minha personalidade. Havia uma das sobrancelhas levemente arqueadas, assim como um meio sorriso lateral.".
V. "Abrindo os braços para os irmãos, ela cantava já vitória", o correto seria "Abrindo os braços para os irmãos, ela já cantava vitória".
VI. "Não desperdiçava nem mesmo uma dessas oportunidades preciosas", o melhor seria "Não desperdiçaria nunca oportunidades preciosas como essa". Não que esteja errado, mas a conjuntura não estava agradável para quem o lê.

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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Juliette Hölstteim em Dom Jan 24, 2016 1:26 pm


fight club spin-off
é só pra ganhar 10 XP mesmo rçrçrçrç
Não havia ninguém ainda, somente a presença escura e fria de Juliette. Chegara cedo, sem antes ter almoçado, apenas para ter o prazer de socar algo para esquentar o corpo antes de devolver a luta para Caroline. Dispôs-se frente a um saco de porradas vermelho, tal qual os cabelos ruivos da garota, e imaginou que fosse ela.

Agora, vadia, somos só eu e você — murmurou, arrumando-se na posição inicial de combate. As mãos estavam livres de luvas ou bandagens: queria sentir a colisão diretamente, queria sentir a vingança sendo alcançada.

Um filete de suor desceu-lhe pelas costas quando começou a bater. Movimentos compassados e bem desferidos, fazendo o saco de porradas balançar para lá e para cá. Os punhos de Julie já estavam vermelhos após alguns minutos, quando ela passou a usar, também, chutes. Ali era mais difícil, e ela caiu uma ou duas vezes ao tentar atacar com as pernas. As canelas doíam também, com a falta de costume. Nunca fora preciso fazer tais atividades, embora fossem por demais atraentes para a holandesa.

Pausou, encarando o "adversário". Caroline. Ah, como tinha raiva daquela garota. Voltou a bater, muito mais com a mão direita do que com a esquerda. Ao fim, caiu no chão, cansada, o saco balançando sobre a sua cabeça, frente à sua visão. O peito subia e descia com a atividade cansativa, e, após alguns minutos, sentou-se ali, à espera de Connor e dos outros semideuses.


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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Ex-staff122 em Dom Jan 24, 2016 4:41 pm


AVALIAÇÃO


165XP de 200XP
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GRAMÁTICA 100/100 (0 = 0 Erros avaliados)
COERÊNCIA E COESÃO 25/25
COMPROMETIMENTO 15/25
AUTENTICIDADE 25/50


Curto de mais. Novamente, sua ortografia e gramática foram perfeitas, mas não vi nada muito interessante em seu texto; da próxima vez, venha com uma postagem mais bem feita como a sua posterior.

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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Bryan Weiss Faerschütt em Qua Fev 10, 2016 12:21 pm





Killian Jones











O dia acabara de começar, Killian já havia tomado um belo café da manhã, dois ovos crus, que em um gole desceram pela garganta de Killian. Esta manhã o rapaz saiu do chalé de Ares sem sua espada. O vento soprava para o leste e o sol estava escondido atrás de algumas nuvens, o jovem semideus caminhava lentamente em direção a arena de combate corpo-a-corpo sem o uso de qualquer arma, um dos seus lugares favoritos, diga-se de passagem.

Ao chegar no local o filho de Ares tirou os seus sapatos em respeito ao local e adentrou no mesmo, o chão era confortável, era como um tatame, Killian estava na sua “praia” combate corpo-a-corpo sem usufruir de nenhuma arma era sua especialidade, o jovem semideus dirigiu-se ao canto da arena onde encontravam-se alguns sacos de areia e lá ele praticou socos e chutes durantes dez minutos, já aquecido, Killian buscava por um parceiro, alguém tão bom quanto ele, foi nessa procura que o mesmo achou um rosto conhecido dentre tantos, um rosto familiar que o garoto já havia visto mais de uma vez, um outro filho do deus da guerra estava no local. Killian andou até o mesmo que se localizava do outro lado da arena, com passos largos, não demorou que Killian chegasse até o mesmo, o jovem o cumprimentou - Me chamo Killian, filho de Ares, que tão um sparring? Perguntou Killian ao outro filho de Ares que sem demoras concordou e se apresentou - Me chamo Bernard, que tenhamos um bom treino. Ambos sorriram um para o outro e se direcionaram a um lugar onde eles pudessem usufruir melhor do espaço.

O Sparring foi iniciado, Killian com uma guarda mais fechada, usufruindo do estilo Peek a Boo do boxe, enquando Bernard tinha uma guarda mais aberta e seu movimento de pernas era continuo, lembrando o estilo padrão do Taekwondo, Killian já tinha em mente que aquele Sparring não ia ser nada fácil, afinal, a distancia de troca de golpes dos dois era diferente e Bernard tinha a vantagem, porém, Killian como um amante da luta não sabia apenas boxe, se algo acontecesse de ruim ele poderia tentar uma luta ao chão.

O primeiro movimento é feito por Bernard, um chute que buscava acertar a costela de Killian é feito, o chute tinha uma velocidade e força incrível, porém o tempo de reação do mesmo também estava afiado, um movimento com o braço direito para baixo bloqueou o chute de Bernard, e com um pequeno movimento para frente o colocou em posição para um uppercut que buscava acertar em cheio o queixo de Bernard, porém o mesmo desviou locomovendo sua cabeça para trás, um movimento rápido, diga-se de passagem, com isso, o jovem Bernard levantou sua perna esquerda executando um chute frontal que para na guarda de Killian, porém este chute era um jeito de empurrar o jovem semideus para trás, colocando Bernard na vantagem de alcance novamente e assim que sua perna tocou o chão outro chute com a mesma é executado desta vez buscando acertar a cabeça de Killian, que acaba sofrendo o chute e é jogado ao chão devido a força do chute de Bernard.

Killian se levanta com um sorriso estranho no rosto e novamente levanta sua guarda, uma investida para poder entrar em alcance é feita com sucesso, uma vez dentro do alcance dos socos de Killian o jovem Bernard estaria com alguns probleminhas, um jab rápido com a esquerda é feito pelo semideus, seguido com outro jab e um cruzado de direita, buscando sempre o queixo do seu oponente, Bernard desviou de ambos os jabs, porém, o cruzado veio em uma velocidade espantosa que de raspão acerta o queixo de Bernard, fazendo-o perder o equilíbrio e quase cair, Killian, muito oportunista, muda sua base rapidamente, segurando as pernas de Bernard e aplicando-o uma queda, caindo com a guarda aberta, Killian já passa a primeira posição, ficando na posição cem kilos, e nesta posição, tenta aplicar uma chave de braço em Bernard, que também não era nenhum inexperiente em Jiu-Jitsu conseguindo sair com um pouco de dificuldades da chave, porém, não da posição. Bernard aplica alguns socos, porém, sem muita eficácia, Killian então, passa mais uma posição, ficando na norte/sul e desta vez, aplica alguns socos com o Maximo de força possível nas costelas de Bernard, que por sua vez, sente alguns deles. Na posição norte/sul Bernard não tinha muita opção a não ser tentar sair da mesma, Killian, mostrava mais experiência no jiu-jitsu, impedindo a passagem de Bernard, Killian então forçou um cansaço da parte de Bernard e quando percebeu isso, executou um mata-leão, manteve pressionando durante cerca de dez segundos, o que forçou a rendição de Bernard

Killian então soltou o Bernard e o ajudou a levantar-se, cumprimentou o mesmo e agradeceu pelo treino, logo, retirou-se do local até o chalé para tomar um banho.




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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Nyx em Qua Fev 10, 2016 3:57 pm

killian hook jones
Bom, como eu já mencionei a você, eu gostei bastante do seu treino, no entanto, ainda acho que deve se manter atento a repetições de palavras e o excesso de verbos sem conectivos. Fora isso, mantenho o que eu disse sobre as falas.


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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Allen K. Neø.-Charbonneau em Sex Abr 15, 2016 11:00 am

I am the next Chuck Norris

Às sete horas da matina foi quando despertou, fazendo com o que a pele que recobriu as vistas do rapaz se erguesse. Passou os dedos sobre os glóbulos oculares para desembaralhar a vista. Cerrou as pálpebras por instantes. Tomou ar e se sentou sobre a cama antes de levantar-se. Banhou-se, escovou os dentes e trajou uma vestimenta de treinamento – regata cinzenta, short masculino de corrida de cor negra com detalhes vermelhos, e tênis pretos -. Saiu do local donde vive, o Chalé de Hades.
A se ver no lado exterior da moradia, um ímpeto de viventes do Acampamento Meio-Sangue, sejam eles semideuses, sátiros, centauros. Povo animado com algo, com conversas paralelas e gritaria. “???”, perguntou a si mesmo em seus próprios pensamentos, não entendia o porquê daquela animação, “Festividades?”,  simplesmente ignorou. Olhou pelos cantos dos olhos e para o meio, circundando o campo de visão. Tentava desviar das pessoas que passavam por ele, ou estavam no meio do caminho ou somente paradas. Franziu o cenho, pensativo, “Não entendo ...”, tirou a vestimenta superior devido ao fortíssimo calor, sol muito forte sobre o mesmo e céu azul sem quaisquer nuvens. “Nem me interesso!”, exclamou em seus devaneios enquanto amarrou a regata antes tirada no seu bíceps esquerdo.
Longa caminhada se deu até o local de treinos físicos, a Arena. Visualizou em torno, mais e mais pessoas, pelo menos serviriam de algo agora. Curvou o canto destro dos lábios em um sorriso irônico. Suspirou por causa do calor e adentrou. No lado interior, pôde avistar que é um centro de combates amistosos, treinos de luta basicamente. Necessita urgentemente aprimorar a sua fisionomia e sua forma de lutar, talvez aprendesse algo ali, “Assim espero...”, pensa. Um cara coordena os treinamentos, provavelmente é o professor. Enfim, esse coordenador é responsável pela a formação das duplas de combates e instrui-los durante o ato.
Allen foi selecionado para enfrentar um másculo homem, de porte físico popularmente conhecido como armário - grande, enorme, de músculos volumosos. – Sou filho de ... – Disse o adversário da prole do Deus dos Mortos, esse que o interrompeu; o loiro deu de ombros. – Já sei. – Colocou a palma no queixo sinalizando que está pensando. – Obviamente é filho de Afrodite. Filho de Afrodite. – Soltou uma baixa risada, a qual foi abafada pelos lábios cerrados da prole submundana; o outro revirou os olhos. – Ares. - Complementou, entrelaçando um braço noutro; o filho de Hades elevou a mesma palma até a testa, como se estivesse decepcionado consigo mesmo. – Não acredito que errei. Foi por tão pouco. – Comentou num tom sarcástico, largando mais um riso abafado sobre o comentário que o inimigo é cria de Afrodite.
Foram distanciados e se prepararam para o treino de combate corpo a corpo. Primeiramente, fazendo alongamento dos músculos - exercícios preparativos -; puseram ataduras nos punhos, onde somente ficaram expostos os dedos, e nos pés, tornozelo e dedos permaneceram visíveis. Movimentaram-se para o centro tatame com uma distância de 5m entre um e outro. Ambos flexionaram os joelhos, ergueram os membros superiores à frente ao tronco, firmando a pose de luta; o juiz fitou, ora um, ora outro. – Você está pronto? – Direcionou a pergunta para Allen, esse que moveu a cabeça positivamente em assentimento, já que não conseguiu responder verbalmente por causa do protetor bucal. O juiz fez a mesma pergunta para o filho de Ares que deu a mesma resposta. – Comecem! – Ordenou em uma exclamação o intermediador.
Face seriamente fria, punhos cerrados, passos precisos e curtos pela superfície sólida que é o chão da arena. O garoto Charbonneau estreitou o olhar ao franzir a testa em direção ao adversário, o qual, com cada, passo parecia que iria gerar um terremoto no local. A prole de Hades tem os seus membros superiores erguidos até a altura do início do rosto, apontados aos céus: o canhoto mais a frente do rosto, o direito mais próximo; pernas levemente curvadas e pouco distanciadas uma da outra. Tomou ar pesadamente ao observar o outro se aproximar. Semicerrou a visão ao notar um soco direto destro que foi lançado contra o loiro, esse que no último segundo se esquivou com os seus reflexos. Aproveitou para dar um chute destro com o ventre do pé e acertando na lateral do joelho canhoto do filho de Ares, coisa que o fez dar uma cambaleada. Contudo, logo, o oponente socou com o canhoto membro superior, e o filho do deus dos mortos, por sorte, defendeu ao firmar a guarda. Deu mais um golpe com a perna exatamente no mesmo local e tomou distanciar ao andar para trás.
Ergueu a guarda. Sentiu certa dor na região dos antebraços devido ao poderoso ataque que necessitou se proteger, caso não tivesse parado tal pancada, poderia estar desmaiado sobre o solo. Apertou o protetor bucal ao pressionar a fileira superior dos dentes contra a inferior, pensativo. A prole do Deus da Guerra se recuperou do chute levado, então saiu correndo precipitadamente para o Segundo Round, tentando acertar um ataque com a sola do pé na altura abdômen de Allen que, de relance, deu um passo para o lado e agarrou a perna em meio ao ar, onde aplicou, em seguida, uma rasteira no membro inferior de apoio, fazendo,  assim, o outro combatente cair. Distanciou mais uma vez.
O gigante levantou-se, furioso, até cuspiu o protetor da boca. Estava vermelho de raiva. As veias pareciam querer saltar para fora do corpo, porque estavam tão expostas na pele e pulsavam muito; A prole de Hades armou a guarda novamente, juntamente com sua posição de combate corpo-a-corpo. Ficou sério, sério e frio. Se moveu com um andar lento em passos precisamente selecionados onde foram pressionados contra o chão; o filho de Ares tentou acertar um soco no rosto do loiro, o qual esquivou a cabeça para o lado e deu um forte e veloz cruzado de direita na lateral da boca do oponente, deixando-o nocauteado sobre o tatame. – Perdeu. – Comentou ao ver o maior se erguer, estendendo a mão para ajuda-lo a se levantar. Cumprimentou-o pela boa luta.



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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Trevas em Sex Abr 15, 2016 1:13 pm

ALLEN K. NEØ.-CHARBONNEAU
Gostei muito do treino, apesar de achar que você poderia ter prolongado um pouco mais a luta. Você é bom com as palavras e não narra apenas os movimentos da sua personagem dando uma atenção também ao NPC.

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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Maria Carstairs em Seg Maio 16, 2016 2:47 pm


It’s Me!

Cause darling, I'm a nightmare dressed like a daydream




Okay! Okay, já chega, não é? Não se pode ficar chorando todo o tempo escondida em um maldito beliche, não ia para o local de refeição, se recusava a isso. Não ia treinar por mais que seu amigo a dissesse que era preciso, Maria Teresa não queria, não seria adequado, ela não pertencia ali, era passiva de mais. Mas os pensamentos e as necessidades mudam mesmo que não desejemos isso.

Os olhos verdes da menina contempla uma nova manhã, uma manhã simples, o sol preguiçoso se escondia em meio a muitas nuvens. Depois de um banho, um tanto demorado, colocou roupas de ginastica. Não sabia mesmo o que vestir para qualquer tipo de coisa que fosse passar lá fora, então o básico era essencial para ela, pelo menos aquilo lhe permitia se mover rapidamente, seria bom para correr. Pensou e riu de si mesma.

Depois de comer uma barra de cereal que tinha na mochila começou a andar, sozinha, desacompanhada, acompanhada apenas do seu pensamento. O seu desastroso pensamento. Mordia os lábios um tanto descompensada enquanto via os jogos medievais acontecendo em frente de si. Aquilo era mais que um jogo de terror.

Ela passou por um campo estranho, um campo bonito por natureza, mas feio pelas pessoas que estavam ali, ela via muita beleza a sua volta, mas ali não conseguia ver além do suor. Contorceu-se pensando. So tolerava o seu suor e o suor no momento de amor.  E enfim parou de pensar chegando na pequena Arena.

Ao chegar no local os outros semi deuses riam dela, agora era so o que lhe faltava. Revirou os olhos e bateu a mão nos bolsos para demonstrar que estava sem nada e idiotamente, se essa palavra existir se estralou esperando que alguém viesse duelar consigo.

- Você acha que os garotos aqui vão alisar esse seu rostinho de porcelana? – uma mulher, ou melhor, não deveria ter mais de 17 gritou com ela e começou a caminhar. – Eu sou filha de Ares, Amelia. E acredite nunca perco ...

Maria queria arregalar o olhar, mas não podia, ela não gostava de ver maldade nas pessoas gostava de ver beleza, mas ali não havia nada de bom para se ver. Nada mesmo. Quando ela veio para cima com um Jeb a loira não pensou muito bem, apenas pulou para trás destreinada.

- Eii ... – Maria disse levantando as mãos. – Vamos começar com calma... – disse mordendo os lábios e viu o ser rir de si e vi com um gancho de direita a derrubando no chão atingindo-a em cheio.

No chão ela tossiu e cuspiu para fora, não havia sangrado ainda, mas não podia negar que aquilo iria ficar roxo. Não queria desistir, algo dentro de si pulsava.
- Você é uma filha de Afrodite? Por acaso, donzela... – gozou.

Levantou-se um pouco tonta, não ela não era filha de Afrodite sua mãe era uma mulher, ou melhor, deusa de mais garra uma deusa que não deixaria ser afrontada assim por uma filha de um deus tão trapaceiro.

- Sabe..- falou um pouco forçadamente... – Você fala de mais... – disse indo com vontade em sua frente e dando um jab de primeira no meio de sua barriga e não esperou para escutar ela gemer de dor e se defender. Passou os pés pelo meio dos dela e a derrubou no chão.

Deu um passo para trás e fez uma guarda a mão esquerda estava à frente, seu cotovelo dobrado, punhos  fechados e se pôs na postura da forma que achava que era a certa. Tess teve um namorado que praticava uma dessas lutas e ficava às vezes assistindo esses confrontos e absorvendo aquilo, quem diria que um dia precisaria.  

Então em guarda, viu a prole de Ares vir com mais força tentando a golpear, ela tentava de tudo, por isso talvez ela não fosse uma das melhores. Tentava golpeá-la de longe e às vezes de perto. Maria Teresa tentava a todo custo manter a postura, se defendendo, mas não podia negar que ficar rodando e em guarda não deixava cansada. Por uma parte queria estar passiva, mas algo estava subindo e talvez quisesse acabar de uma vez com aquela maldita.

Com os braços doidos cansou de ficar esperando, adentrou o campo de conforto da adversária rapidamente e lhe deu três jabs de forma astuta, fazendo com que a mesma fosse com a cabeça para trás.  Deu um meio sorriso, não conseguiu resisir a isso, mas claro que ela não deixaria assim.  

A Ariana foi para cima de Teresa lançando um Jeb em seu quixo, que foi defendido por sua mão, com rapidez, uma rapidez que ela desconhecia e enquanto ela tentava se afastar um pouco descompensada por a novata ter se defendido tão perfeitamente que a deixou de guarda baixa e Maria Teresa terminou o trabalho a golpeando com toda sua força no queixo a levando ao chão, sem forças para se levantar.

- Talvez a filha de Perséfone seja mais que flores... – disse cuspindo ao seu lado, nunca pensou que um ato tão nojento quanto esse fosse intensamente gratificante. Seu corpo queimava em adrenalina.  


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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

Mensagem por Trevas em Ter Maio 17, 2016 8:12 am

Maria Carstairs
Creio que seja nosso primeiro encontro, prole de Perséfone, então vamos lá. Encontrei alguns errinhos em seu texto, erros bobos que podem ser facilmente corrigidos, sugiro que passe o texto em algum word antes. Você poderia ter focado mais no combate, narrado mais. Seria interessante também.
Sem mais delongas...

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Re: Arena de Combate Corpo-a-Corpo Desarmado

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