Chalé 18 - Hécate

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Chalé 18 - Hécate

Mensagem por Big boss em Qua Maio 20, 2015 11:16 pm


Chalé de Hécate


A deusa da magia. Nesse chalé, sempre há uma briga com seus campistas. Seu Chalé é feito de pedras marcadas com runas e símbolos mágicos e detalhes roxos e símbolos dourados.
Assim como em todos os outros chalés, o Chalé de Hécate é encantado e a cada vez que um novo semideus chega ao acampamento, o dormitório expande, dando espaço para este se acomodar, apesar de por fora não parecer que este aumenta. Ambos os dormitórios tem paredes pintadas do mesmo tom de roxo , com camas arrumadas e dois pequenos armários para o semideus guardar suas roupas. Um baú à frente da cama pode ser utilizado para guardar armas e outros itens. Há um banheiro em cada dormitório.

No topo do chalé há um Lobo em tamanho gigante. Este permanece em uma posição de atenção e há quem diga que ele irá atacar qualquer um que tentar entrar no chalé sem permissão.
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Re: Chalé 18 - Hécate

Mensagem por Meredith Grimwartt em Dom Jun 28, 2015 4:44 pm



burning


A centelha de esperança apagou-se quando, ao adentar no chalé de sua mãe e pousar os olhos em cada detalhe do recinto, Allyria não encontrara nenhum sinal do irmão. Embora não admitisse para si mesma, a sensação de vazio tomava conta de si todas as vezes em que seu irmão não estava em seu campo de visão. Suspirando pesadamente, a morena caminhou por entre as camas, ouvindo o som de seus passos ecoarem sob o piso escurecido.

Por um instante, enquanto sentava-se na cama onde estava suas coisas, ela imaginou se seria possível dar-se um privilégio de um rápido descanso. Com treinos e experiencias adquiridas todos os dias, ultimamente, pensar em descansar era quase impossível. Todavia, ali, fora quase impossível não deixar-se levar pelo sono, que tomou o corpo e mente de Allyria assim que seu corpo tocou o tecido da cama, fazendo-a fechar os olhos quase que imediatamente.
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Última edição por Aaghie Leeuwenraüst em Sab Out 24, 2015 2:07 pm, editado 1 vez(es)


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Re: Chalé 18 - Hécate

Mensagem por Meredith Grimwartt em Dom Ago 02, 2015 3:01 pm



Vê se não morre

Allyria abriu os olhos para o teto do chalé de sua mãe. Após muito pensar, ela percebera que estava sozinha. Seu irmão havia sumido, o que a preocupava. Infelizmente, seu bom senso fora maior do que a preocupação. Ainda sendo praticamente uma novata no acampamento, seria ilógico que a loira fosse procurar o irmão fora do acampamento, uma vez que, como era de praxe, poderia ser morta por um monstro a qualquer instante.

Suspirando baixo, a prole de Hécate levantou-se da cama, tomando uma decisão. Enquanto seus pensamentos voltavam-se para aquela nova reflexão, ela trocara as roupas por outras usuais, partindo rumo à Arena.

#Encerrado.


TOMA CUIDADO, MANDE NOTICIAS, SEJA UM SINAL DE FUMAÇA


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Re: Chalé 18 - Hécate

Mensagem por Nymeria Wyatt Rheon em Sex Ago 21, 2015 1:59 pm


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A
quele era apenas mais um dia banal no acampamento. Os pássaros cantavam, o vento soprava, e eu desejava poder rebentar os pássaros e prender o vento numa jarra para depois o jogar para longe. Mas não podemos ter sempre aquilo que desejamos, e sim, eu acabei de citar Rolling Stones porque eu gosto e eu posso.
Joguei as cobertas para trás e me atrevi a olhar o espelho. Meu cabelo, por muito estranho que pudesse ser, não parecia uma juba de leão como acontecia todas as manhãs. Olhei em volta, o chalé estava vazio, com certeza meus irmãos estavam treinando, coisa que eu deveria fazer também. Mas eu não gosto de treinos de batalha, gosto de treinar magia. E gosto de dormir também por isso madrugar não faz parte da panóplia de palavras que eu conheço.
Em movimentos lentos arrumo a cama, ou melhor, tento porque não tenho paciência para arrumar uma coisa que irei desarrumar mais tarde, será que alguém compreende isso?
Debaixo dela está guardado um livro velho, provavelmente já com algum pó devido à fraca utilização. Grimório, Livro das Sombras, chama ele do que quiser...
Minha atenção é captada por uma estranha sensação que percorre meu corpo, me deixando arrepiada. Algo novo viria aí, eu poderia senti-lo ainda que desejasse não conseguir.
Numa fraca tentativa puxei meu braço atrás e joguei uma pequena bola de fogo até às velas que todos mantínhamos junto de uma das janelas. Se algo vinha aí precisaria ser bem recebido.








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Re: Chalé 18 - Hécate

Mensagem por Maximillian Mortiri em Sex Ago 21, 2015 3:50 pm




the children of the mystic


Acampamento meio-sangue... Até o nome daquele lugar era de baixa categoria. Eu havia chegado a mais ou menos uma semana, vivendo o pesadelo de dormir num chalé coletivo para recém-chegados onde eu precisava acordar de meia em meia hora para garantir que minha bagagem permaneceria inviolada. Afinal Hermes era o patrono dos ladrões e por todos os deuses e monstros que poderiam existir nesse mundo, eu estava distante disso. Finalmente, numa noite qualquer diante da fogueira, as chamas tornaram-se negras e a mesma neblina de uma semana atrás surgiu por todos os lados e eu fui reclamado através da imagem e um pentagrama sobre a minha cabeça. Finalmente minha ausente mãe foi capaz da atitude (mínima) de revelar-se. Pude então ir para onde pertencia, o chalé 18, onde estavam meus supostos "irmãos". Eu já não sabia até onde aquilo seria bom, nunca fui bom em dividir ou conviver mas saber que existiam outros com um determinado grau de semelhança à minha pessoa poderia ser interessante.
Apesar de ser uma pessoa noturna, decidi que seria mais oportuno fazer a "mudança" pela manhã, principalmente considerando os treinamentos que eu vinha realizando desde a minha chegada. Minha lança Eclipsis estava presa às minhas costas e minhas cinco malas eram carregadas por mim e por um sátiro simpático (principalmente por ser calado o suficiente para não me irritar). Quando chegamos, suspirei em admiração, o lugar era decorado em tons de roxo e dourado com símbolos em muito familiares, principalmente pela minha leitura. Sentindo-me observado pela estátua do lobo no telhado, adentrei sem hesitar e encontrei um chalé no mínimo místico. Camas com cobertores de linho índigo, chão de mármore negro, decorações com velas, apanhadores de sonhos, cristais, runas, estatuetas e até incenso por todos os lados. Além disso todas as camas eram acompanhadas por armários e baús. Quando olhei para trás, não pude ao menos enxergar vestígios daquele homem bode incompetente. Pelo que ouvi falar daquele chalé, meus irmãos eram assustadores demais para que a própria covardia do guardião da natureza permitisse sua entrada.
Com muitas queixas mas nenhuma escolhe, tive de puxar as malas sozinho. Pensando rápido e checando o recinto, vi uma única cama com armários vazios e sem um único artefato em acompanhamento, ou era um leito vago ou pertencia a uma pessoa desprovida de personalidade. Descrente de alguém que compartilhava metade de seus genes comigo poderia sofrer de tal decadência, joguei minhas malas por cima do colchão e estava prestes a me sentar quando senti um determinado aroma... Velas aromáticas. Já era de se esperar, parece que os gostos eram semelhantes entre irmãos também. Sentei-me na cama e fechei meus olhos, levantando a cabeça e respirei fundo, tentando relaxar e organizar meus pensamentos antes de qualquer coisa. Apesar de sentir algo como uma presença por ali.

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Re: Chalé 18 - Hécate

Mensagem por Nymeria Wyatt Rheon em Sex Ago 21, 2015 4:18 pm


Beautiful & Toxic
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C
inco malas. Como que alguém trazia tanta coisa para um acampamento onde o povo andava mais esfarrapado que homem nas obras? Sempre todo mundo ensanguentado, já para não falar do cheiro pestilento.
Olhei por mim abaixo, meus jeans pretos estavam rasgados no joelho e minha blusa branca estava, felizmente, ainda intacta. Me encostei junto de um dos armários, cruzando os braços enquanto observava o garoto recém-chegado ,que parecia se ambientar bem ao local assustador aos olhos dos outros semideuses.
- Seja bem-vindo ao chalé de Hécate. - falei segurando um sorriso que tentava surgir no canto da minha boca. Meu mau feitio teimava em vir ao de cima, meu sarcasmo também, mas faria uma pausa na minha personalidade habitual, só para não causar uma má impressão no novato.
- Vejo que já se ambientou à sua nova casa.
Finalmente decidi me mexer e acender, do modo tradicional , as restantes velas que sobravam, libertando no local um cheiro intenso de várias plantas e frutos.  - Me chamo Nymeria, mas todos me tratam por Nym. - estendi minha mão para apertar a dele, esperando não estar diante de um esnob como o último que viera para o chalé. - E você? Posso saber seu nome ou é segredo?
Agitei o fósforo no ar, apagando assim a chama que se preparava para queimar meus dedos em breves segundos e decidi ajudar ele com as malas, pegando em uma delas e a colocando sobre a cama. - O melhor a fazer é guardar suas roupas no baú, não temos lugar para tantas malas.
Olhei a restante bagagem que parecia não ter fim. Toda aquela roupa teria que caber no baú dele pois se ele pensava que iria usar o meu estava bastante enganado...








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Re: Chalé 18 - Hécate

Mensagem por Maximillian Mortiri em Sex Ago 21, 2015 4:45 pm




the children of the mystic


— Seja bem-vindo ao chalé de Hécate. — Uma voz feminina vindo da direção de minhas costas me saudou. Virei-me num único giro que quase me derrubou, tendo de me segurar com força para que minhas mãos não gerassem um incêndio. Me recompondo, arrumando a gravata de meu terno, pigarreei e quando olhei para ela senti algo... diferente. Normalmente minhas respostas seriam "Com uma cama decente, talvez eu seria" ou "Se chama isso de recepção, imagino como seria a despedida" mas ela era menos irritante que o resto do mundo. Tudo se resumia a um detalhe, ela era minha irmã. Depois de passar quase duas décadas acreditanto que o mundo era simplesmente simplório demais para mim, eu podia olhar para alguém e saber que ela tinha algo em comum comigo, mesmo que fosse apenas no sangue. E esse pensamento provavelmente havia demorado demais pois ela continuou falando:
— Vejo que já se ambientou à sua nova casa. — Seu sorriso levemente irônico era como me enxergar usando batom.
— Obrigado, eu acho. Realmente é melhor que a primeira tentativa. — Eu respondi, referindo-me ao chalé 11. Vi então sua mão estendida a mim quando apresentou-se como Nymeria. Um nome forte, com certeza muito acima de exemplos como Lisa e Arnold que eu encontrara por ali. Depois de ter visto híbridos de humanos com animais, mulheres verdes e um escorpião gigante, acho que abrir a exceção de toque para uma pessoa que frequentou o mesmo útero que eu não seria tão grave. Apertei sua mão com suavidade e normalidade, não deixando perceptível o fato de que aquilo era incomum para mim.
— Maximillian Mortiri... — Respondi — Mas vamos deixar a exclusividade do apelido "Max" entre irmãos. — Eu disse com meu clássico sarcasmo levemente malicioso. Percebi que poderia ser interessante compartilhar veneno em vez de jogá-lo na cara de todos que aparecem pela frente.
— O melhor a fazer é guardar suas roupas no baú, não temos lugar para tantas malas. — Ela me avisou quando nossas mãos se separaram. Olhei para tudo o que trouxera e pensei no assunto por um instante.
— Tem alguma idéia mais divertida? Depois de arrastar essas belezinhas por vinte minutos, desempacotar não é algo que desperta ansiosidade. Pelo menos não sem empregados pra isso. — Tentei manter minha risada discreta e esperei. Ela havia chegado ali antes e eu rezava para que conhecesse uma boa distração.

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Re: Chalé 18 - Hécate

Mensagem por Nymeria Wyatt Rheon em Sex Ago 21, 2015 6:09 pm


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A
té ao momento Max parecia não ser tão esnobe como eu pensara. Talvez seja um grande defeito, mas eu costumo julgar o livro pela capa e aquele meu irmão aparentava ser uma coisa porém assim que abriu a boca para falar comigo, foi como se a máscara tivesse caído, como se eu fosse capaz de ver o verdadeiro "eu" dele. Quem sabe a resposta para esse mistério fosse realmente o fato de sermos irmãos, filhos da mesma divindade. Não éramos parecidos fisicamente mas com certeza teríamos um jeito de pensar semelhante.
Revirei meus olhos ao ouvir ele falar de empregados. Ali não existiam mordomias como empregados, se ele queria algo teria que lutar por isso. Mas decidi não abrir a boca a esse respeito, Max precisaria descobrir algumas coisas sozinho.
- Bem, pode sempre fazer uma pequena fogueira com a roupa suja dos nossos irmãos e falar que estava construindo seu altar em honra de nossa mãe. Isto é, se não se importar de dormir lá fora durante uma semana.
Permiti que um pequeno e discreto sorriso surgisse no meu rosto por pouco tempo, afinal eu não costumava sorrir muito e precisava manter minha reputação de bruxa de gelo.
Mas eu estava curiosa em relação a ele e por isso não hesitei em perguntar:
- De onde você vem? Sei que você quer se divertir mas eu preciso conhecer aquele que vai partilhar o chalé connosco a partir de hoje. Vai que você é um sociopata.
Dessa vez eu ri. Muitos dos nossos irmãos tinham realmente problemas mas quem era eu para questionar isso? Não me dizia respeito, cada um fazia a sua vida ali e não prestava satisfações a ninguém.
Me dirigi a um dos armários, o de Maddie, ela sempre tinha algo de interessante ali. Não que fosse habitual eu vasculhar as coisas dos outros mas sabia que Maddie não se iria importar, éramos amigas, verdadeiras irmãs eu poderia até arriscar a dizer.
- Ah! Aqui está, sabia que ela tinha isso por aqui.
Não sabia porque Maddie guardava um maço de tabaco no seu armário, ela não fumava, pelo menos que eu soubesse. Tirei dois cigarros e ofereci um a Max, me sentando ao lado dele enquanto acendia o meu com um isqueiro que alguém deixara ali algumas semanas atrás.
- Pode começar a me contar tudo, só depois lhe mostrarei como se divertem os filhos de Hécate. - disse soltando o fumo no ar.







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Re: Chalé 18 - Hécate

Mensagem por Maximillian Mortiri em Sex Ago 21, 2015 10:53 pm




the children of the mystic


— New Orleans... — Apesar de não estar ali a tanto tempo, lembrar de minha casa trazia certos pensamentos... Como o questionamento de como aquela velha maldita conseguiu acesso à minha suíte para ter feito minhas malas. Ou sobre qual seria a minha decisão no final do verão, voltar para o hotel ou permanecer entre os semideuses. De qualquer maneira, se eu quisesse saber do castelo dos horrores, já teria arranjado um táxi. — E eu não sou um sociopata, apesar de não faltarem motivações. — Completei, rindo junto com Nymeria.
Aparentemente tão agitada e ansiosa quanto era de se esperar (Wayne me dissera que semideuses possuem mais energia que mortais, o que gera problemas como dislexia e TDAH. Basicamente não paramos quietos), Nym logo fuçou um dos armários e acabou encontrando um maço de cigarros. Não chegava a ser um treasurer black como eu estava acostumado, mas só a sensação relaxante de fumar alguma coisa e diminuir a tensão do mundo mitológico sobre meus ombros seria bem útil. Peguei um e deixei que ela acendesse com seu isqueiro com ele já nos meus lábios.
— Pode começar a me contar tudo, só depois lhe mostrarei como se divertem os filhos de Hécate. — Ela afirmou com firmeza. Não que eu fosse protestar, não aparecia uma pessoa com a qual eu tivesse qualquer inclinação a falar sobre minha vida desde... Bem, desde sempre. Puxei a fumaça com força, aproveitando cada momento em que a sensação de paz deslizava suavemente pelo meu corpo e tomava conta de minha mente como se acariciasse meu psíquico. Depois de liberar uma nuvem que dançava delicadamente no ar, contei minha história:
— Eu sou o herdeiro da fortuna da família Mortiri. Minha avó é a presidente da maior rede de hotéis do país e meu pai era um escritor famoso antes de enlouquecer e ser levado para uma clínica psiquiátrica em algum lugar no meio do nada. Desde então a minha avó passou a me criar, ou pagar pessoas para fazerem isso enquanto ela estava ocupada decidindo se o prato principal no evento de aniversário da Madonna deveria ser pernil canadense ou ratatouille. Mas eu pude me divertir nos melhores colégios que o dinheiro pode pagar... Um de cada vez depois de cada expulsão. Uma por entrar em pânico ao ver fantasmas, outra por atear fogo no vestido da professora, sem contar aquele em que incitei os alunos a lincharem o garoto que quebrou meu lápis. Enfim, não saí muito desse padrão até meu psicólogo arrancar as calças e me arrastar para uma vã com suas pernas de bode, onde viajamos até Rhode Island e quase fomos mortos por mulheres-pombo assassinas... Tem mais um? — Perguntei por outro cigarro enquanto procurava por alguma coisa para usar como cinzeiro. A história era longa, mas eu apostaria meu perfume CH de que não era a primeira que ela ouvia.

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Re: Chalé 18 - Hécate

Mensagem por Nymeria Wyatt Rheon em Seg Ago 24, 2015 7:30 am


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E
ra fácil para mim perceber agora o porquê das suas atitudes. Ele fora protegido e controlado toda a sua vida. Imaginei como seria viver um dia na pele dele e logo concluí que não seria nada prazeroso para mim.
Porém tive a certeza que ele poderia dizer o mesmo caso soubesse a minha história. História essa que eu desejava esquecer com toda a força. Muitas vezes eu sonhava com o passado, talvez fosse minha mãe me castigando pela minha habilidade de procastinar.
Era engraçado, e digo isto com um certo humor negro sempre presente na minha boa disposição habitual - note-se a ironia - como todos os filhos de Hécate tinham algum tipo de problema, ainda que alguns fossem quase de tamanho micro biótico. Não era por acaso que Hécate parecia escolher os oprimidos, desenquadrados, os trágicos. Nossas vidas eram um verdadeiro drama mas se pensa que algum de nós se aproveita das desgraças que ocorreram para passar a imagem de "coitado" então deixe de pensar e se jogue da árvore mais alta que conseguir encontrar. Ou ate uma pedra no tornozelo e se jogue no lago, não interessa o jeito como morre, apenas o faça pois não passa de um desperdício de matéria.
- Nossa mãe sabe realmente escolher. Seu pai é insano e o meu se matou porque achou que não aguentaria viver sem ela. Tão trágico...
Talvez fosse estranho o jeito descontraído com que eu falava daquele assunto mas a verdade é que já estava habituada à ideia de que meu pai fora idiota o suficiente para se deixar dominar pelo amor. O amor fora a morte dele mas certamente não seria a minha, não, eu era demasiado esperta para me deixar corromper.
Minhas palavras estavam cheias de um sarcasmo que eu sentia ser partilhado por Max e pela maioria dos meus irmãos. Era novamente estranho e engraçado o jeito como todos estávamos interligados  apesar de sermos apenas irmãos de mãe. Talvez fosse o sangue da deusa correndo nas nossas veias, talvez ele fosse potente o suficiente para sobrepor a informação genética de nossos pais.
- Ok... Se lembre que somos amigos e que não precisa me torturar nunca!
Nota:  nunca seja inimigo de um filho de Hécate. Nunca!
Curioso como a maioria dos campistas eram individualistas, mesmo dentro da própria casa. Já eu me esforçava ao máximo para me manter unida a meus irmãos. Tínhamos tudo para sermos os semideuses mais poderosos do acampamento mas para isso era necessário um sentimento de união que começava a existir. Realmente os filhos da magia eram seres de outro mundo...
- 31 de Outubro, memorize essa data. É meu aniversário e uma vez que você é milionário eu espero receber um bom presente.
Deixei que o ar fosse preenchido por minha risada enquanto procurava pelo maço perdido algures por ali, apenas para o encontrar caído no chão.
- Tome, fique com ele. Digamos que é seu presente de boas vindas. - disse depositando a embalagem na mão dele. - Logo tratarei de lhe arrumar um presente melhor.
Dominada por minha energia excessiva me levantei e e soprei as velas ao mesmo tempo que pediaa minha mãe para que aquele dia fosse bom e tranquilo. Sabe aquele ritual comum dos aniversários? Sim, esse mesmo que você está pensando, aquele em que você sopra a vela e pede um desejo. Bem isso é um ritual bem antigo, não só aplicável nos aniversários. Pelo menos eu o faço sempre.
- Já conhece o resto do acampamento? Precisa de ajuda com alguma coisa?
Eu nunca fui muito interessada pelos novatos, na verdade eu raramente me preocupava com alguma coisa, mas Max era diferente, ele era meu irmão, filho da magia portanto não me custava ajudar.
Terminei de fumar o cigarro que fora esquecido e coloquei o que restava dele num cinzeiro que costumava guardar numa gaveta. Ao que parecia eu era das poucas que escondia as coisas por ali.








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Re: Chalé 18 - Hécate

Mensagem por Maximillian Mortiri em Qua Ago 26, 2015 3:06 pm

Maximillian Mortiri escreveu:



the children of the mystic


— A tregédia só vem no prólogo... Nós dirigimos o espetáculo agora. — Respondi sobre o que ela disse em relação a nossos pais, logo depois liberando aquela névoa dos deuses que era a fumaça do cigarro. Filhos de Atena liam, filhos de Afrodite retocavam a maquiagem, nós nos envenenávamos e brincávamos com a vida alheia. Eu estava começando a gostar dali.
— Ok... Se lembre que somos amigos e que não precisa me torturar nunca! — Ela me comentou entre risadas, também rindo, liberando pequenas nuvens como resultado, eu falei:
— Eu não torturo ninguém desde uma pobre tentativa de assalto... Acho que o rapaz trabalha numa igreja agora. Ah, lembranças... — Então mexi numa de minhas malas, pegando meu celular já não muito útil com o bloqueio de sinal, mas troquei meus brincos e coloquei alguns anéis de prata e ouro em meus dedos. Um anel de caveira de vez em quando cai bem para expressar a personalidade, por mais fútil que possa soar. Foi quando ouvi o comentário:
— 31 de Outubro, memorize essa data. É meu aniversário e uma vez que você é milionário eu espero receber um bom presente. —
— Será um prazer, mas por esse e outros motivos eu preciso lembrar de checar minha mesada... Acredite, mais trágico que a partida de meu pai foi uma vida com minha avó. — Ambos caímos na risada, o que eu não costumava fazer a não ser que uma idosa caísse no chão na minha frente ou um gordo quebrasse a perna caindo da escada. Enfim, quando me dei conta sua mão estava estendida a mim, segurando algo. Ela me disse:
— - Tome, fique com ele. Digamos que é seu presente de boas vindas. Logo tratarei de lhe arrumar um presente melhor. — E sorriu. Eu movimentei minha mão lentamente para pegá-lo e lentamente o levei para perto de mim. Tudo bem, era um simples maço de cigarros tão baratos que poderiam vir de brinde com um lanche de fastfood mas era... um presente. Eu nunc havia sido presenteado. Minha avó simplesmente me dava um "adicional" na mesada para datas comemorativas mas eram simples números que impediam um pirralho de esmiuçar seus níveis de paciência ao mínimo. Eu não tinha (nem queria) amigos ou outro familiares e aparentemente agora eu tinha... E mesmo não tendo muito eu sentia a verdade em sua voz, ela se importava mesmo que mínimamente mas se importava. Okay, aquilo era sentimentalismo o suficiente, guardei os cigarros em uma das minhas malas no mesmo instante. Mas antes que pudesse agradecer ou deixar claro que retribuiria, ela já me questionava novamente. Nymeria tinha muita energia até onde eu podia ver.
— Até agora não cheguei a treinar muito bem... Mas não estou disposto a ter acéfalos de Ares me chamando de preguiçoso. Alguma idéia?— Eu já sabia o que intencionava, mas queria que ela chegasse à conclusão.


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Re: Chalé 18 - Hécate

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